(atualiza com o fim da quarta audiência e novos dados) Bangcoc, 21 mai (EFE).- Sem alarde, o tribunal especial encerrou hoje na prisão de Insein o julgamento da líder do movimento democrata birmanês e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, assistido na véspera por diplomatas e jornalistas em um aparente exercício de publicidade da Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia).

Ao fim da quarta audiência, não saíram da penitenciária embaixadores ou jornalistas, como ocorreu na quarta-feira, para contar o que aconteceu na sala e como estava a opositora, cujo estado de saúde tinha despertado preocupação durante as últimas semanas até ela ser vista com um aspecto e ânimo melhores.

Segundo uma rádio da dissidência, Suu Kyi chegou hoje atrasada à sessão, que começou por volta de 12h (hora local), e seu advogado, Kyi Win, deixou o local em torno das 16h30 (6h30 de Brasília) em um carro.

No lado de fora de Insein, entre fortes medidas de segurança, membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), o partido de Suu Kyi, fizeram um protesto pacífico e silencioso.

Fontes da legenda afirmaram que, após a "abertura de ontem (quarta) a um reduzido público, o julgamento retoma a direção marcada pelo Governo".

Na véspera, as autoridades militares abriram a terceira audiência do julgamento a 25 diplomatas europeus, asiáticos, e dos Estados Unidos, assim como a alguns jornalistas birmaneses, muitos deles de meios de comunicação ligados ao regime presidido pelo general Than Shwe.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem a duas semanas do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Na semana passada, as autoridades acusaram formalmente Suu Kyi de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que um americano dormisse em sua casa no princípio de maio.

John William Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

Uma sentença desfavorável impediria Suu Kyi de concorrer às eleições parlamentares que a Junta Militar pretende organizar em 2010. O veredicto pode sair na semana que vem. EFE grc/mh/db

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