Terceiro mandato de Uribe quase sepultado pelo racha na coalizão de governo

A possibilidade de o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, aspirar a um terceiro mandato consecutivo ficou quase sepultada pelo racha na coalizão de governo, que negou apoio a um referendo que o habilitava a postular-se em 2010.

AFP |

Por 17 votos contra 16, o comitê de assuntos constitucionais da Câmara de Representantes (baixa) rejeitou na quarta-feira um texto para uma consulta que autorizava Uribe a se apresentar às eleições de 2014.

A negativa teve o apoio do Cambio Radical, um dos principais partidos da maioria governista que defende a candidatura do ex-senador Germán Vargas, atualmente afastado do presidente, apesar de chegar a ser considerado, um dia, seu herdeiro político, por pontos de vista coincidentes em questões como a mão dura contra a guerrilha.

Também foi decisiva a retirada do debate de dois legisladores aliados, inconformados com a forma com que o gobierno administrou a intervenção em financeiras, prejudicando correntistas.

Já no final de outubro, o Congresso, ao votar uma reforma política, havia fechado as portas a um terceiro período para Uribe, com popularidade em torno de 75%, segundo a pesquisa mais recente.

Uribe assumiu em agosto de 2002 e se reelegeu em 2006 mediante uma emenda constitucional que, segundo a Corte Suprema de Justiça, foi aprovada com o pagamento de suborno a pelo menos uma congressista.

A reforma estabeleceu a reeleição por apenas uma sola vez, pelo que o Partido da U (governista) se dispôs a promover unmreferendo para mudar novamente a Carta Magna, conseguindo recolher 3,9 milhões de assinaturas.

axm/pro/sd

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