Seul, 26 abr (EFE).- O terceiro filho do líder norte-coreano, Kim Jong-il, foi designado para um posto na Comissão Nacional de Defesa do regime comunista, sinal que poderia ser preparado para suceder seu pai, de 67 anos, informa hoje a agência de notícias Yonhap.

Kim Jong-un, de 26 anos, assumiria um posto de baixa categoria, o de instrutor, na lista militar liderada por seu pai, segundo a agência sul-coreana, embora alguns observadores acreditem que sua função concreta dentro da Comissão não foi ainda confirmada.

O mais jovem dos três filhos do líder comunista está há muito tempo no ponto de mira como possível sucessor de seu pai, depois que Kim Jong-il sofreu em agosto do ano passado um derrame cerebral que abalou sua saúde.

Uma fonte do serviço de espionagem sul-coreano assegurou à "Yonhap" que em janeiro Kim o designou como seu sucessor. É filho do líder comunista e Ko Young-hee, falecida em 2004.

O principal interesse durante o pleito parlamentar do regime comunista realizado em março era saber se Kim Jong-un tinha se apresentado, mas no final nenhum dos três filhos do líder norte-coreano fez parte da lista eleitoral.

Com o anúncio da incorporação de Kim Jong-un à Comissão Nacional de Defesa volta a aparecer o terceiro filho do líder no caminho da sucessão que, se acontecer, corresponderia à terceira geração da dinastia comunista.

Kim Jong-il é filho do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, falecido em 1994 e que o havia nomeado sucessor quando tinha 65 anos.

O filho primogênito de Kim Jong-il perdeu suas opções para liderar o regime após ser detido no Japão por tentar entrar no país com um passaporte falso, com a intenção de visitar a Disneylândia de Tóquio.

A nomeação de Kim Jong-un acontece dias antes de se celebrar a primeira sessão da recentemente constituída XII Assembleia Popular Suprema (Parlamento) da Coreia do Norte.

Kim Jong-un foi educado na Suíça e é conhecido por ser fã da liga de basquete americana NBA.

Ao retornar a Pyongyang em sua adolescência, teve uma vida muito reclusa e não se sabe quase nada sobre sua personalidade, informou a "Yonhap". EFE ce-clb/ma

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