Teólogos iraquianos apóiam jornalista que jogou sapatos em Bush

Bagdá, 15 dez (EFE).- Ulemás (estudiosos do Islã), cientistas advogados iraquianos expressaram hoje apoio à agressão do jornalista Muntazer al Ziadi, preso ontem por jogar seus sapatos contra o presidente americano, George W.

EFE |

Bush, e chamá-lo de "cão" no Iraque.

"Jogar sapatos na cara de Bush é a resposta normal e adequada a tudo o que foi cometido por este 'criminoso' e seu bando de assassinos contra o povo iraquiano", afirmou o grupo, que reúne ulemás sunitas e xiitas.

Eles afirmaram ainda que estão dispostos a reunir uma equipe de advogados de defesa para conseguir a libertação do repórter iraquiano, que participava da entrevista coletiva de Bush e do primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, pelo canal de TV "Al Baghdadi".

Ontem, durante a entrevista, Ziadi se levantou do assento no qual se encontrava e após gritar "este é o beijo de despedida, cão!", jogou seus dois sapatos contra o presidente americano e errou ambos.

Imediatamente após a agressão, Ziadi foi neutralizado e detido pelos membros da segurança que se encontravam na sala.

No bairro de maioria xiita de Cidade de Sadr, no leste de Bagdá, vários moradores participaram hoje de uma manifestação na qual pediram a libertação de Ziadi, segundo a agência independente de notícias iraquiana "Aswat Al Iraq".

O protesto, no qual os manifestantes descreveram o repórter como "herói", começou na Cidade de Sadr e terminou na praça de Al Firdus, no centro da capital.

No Iraque, como em grande parte do mundo árabe, lançar um sapato é uma das maiores ofensas que se podem cometer contra uma pessoa, da mesma forma que chamá-lo de "cão". EFE sj/jp

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