Trabalhadores estão presos desde o dia 5 de agosto

Santiago do Chile - As tarefas para tentar chegar ao local onde 33 trabalhadores estão presos em uma mina no Chile foram suspensas neste domingo à noite, após se comprovar a impossibilidade de se chegar ao local, onde se presume que os trabalhadores possam ser encontrados.

Parentes dos trabalhadores fazem vigília na região da mina
AP
Parentes dos trabalhadores fazem vigília na região da mina

O anúncio foi feito pelo ministro de Mineração, Laurence Golborne, que assinalou que os trabalhos de reforço do conduto de ventilação da mina se tornaram perigosos nas últimas horas. "O trabalho é complexo e gerou uma série de dificuldades, que incluem a possibilidade de novos desabamentos de magnitude", disse aos jornalistas.

O ministro acrescentou que, no entanto, prossegue o avanço das sondas com que se tenta estabelecer comunicação com os mineiros presos e fornecer-lhes água, alimentação e oxigênio, mas descartou que esse contato seja alcançado na segunda-feira ou terça-feira, como se tinha presumido previamente.

Essa tarefa demorará "vários dias", disse Golborne aos jornalistas, que confirmou que algumas das sondas superaram os 500 metros de profundidade, a menos de 200 metros de onde se acredita que os mineiros estejam presos.

A notícia causou desalento entre os familiares dos mineiros que permaneceram desde 5 de agosto, dia do acidente, nos arredores da mina, situada a 45 quilômetros da cidade de Copiapó e a cerca de 830 quilômetros ao norte de Santiago.

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