Polícia da França cerca suspeito de ataques contra escola e militares

Ministro diz que jovem de origem argelina que se declarou filiado à Al-Qaeda se entregará ainda nesta quarta-feira

iG São Paulo |

Um esquadrão das forças especiais da polícia francesa cercou na madrugada desta quarta-feira uma residência no norte de Toulouse no qual acreditam estar o suspeito de um ataque a tiros contra uma escola judaica . O homem, que também é acusado de dois atentados contra militares , foi identificado como Mohammed Merah , 24 anos, um francês de origem argelina que se declarou afiliado à rede terrorista Al-Qaeda. Há informações de que ele planejava lançar um quarto ataque nesta quarta-feira .

Nova ação: Suspeito planejava realizar novo ataque na França nesta quarta-feira

AP
Em Toulouse, polícia cerca suspeito de ataques contra escola judaica e militares

Investigação: Conexão na internet permitiu localizar autor de ataques na França

De acordo com o ministro francês do Interior, Claude Guéant, o jovem teria dito que os ataques foram realizados para “vingar crianças palestinas mortas no Oriente Médio” e punir a França pelos "crimes" cometidos pela França na intervenção militar no Afeganistão.

A polícia chegou a entrar no local, mas saiu após uma troca de tiros que feriu três policiais. Segundo Gueant, o suspeito disse que se entregará ainda nesta quarta-feira. O ministro acrescentou que o jovem é monitorado há "vários anos" pela França por suas "visões fundamentalistas".

Saiba mais: Suspeito de ataques na França era monitorado havia anos

O local cercado fica a cerca de 3 km da escola judaica na qual um rabino e três crianças foram mortas a tiros na manhã de segunda-feira. As autoridades francesas acreditam que o mesmo homem matou três soldados na região na semana passada.

Gueant afirmou que o suspeito jogou pela janela a arma supostamente usada nos três ataques em troca de um “aparelho de comunicação” para negociar sua rendição. Ele tem outras armas, incluindo uma metralhadora AK-47. “Nossa principal preocupação é prendê-lo, e prendê-lo em condições nas quais ele possa ser apresentado à Justiça”, afirmou o ministro. “Capturá-lo com vida é crucial.”

Autoridades disseram que o irmão do suspeito, também "envolvido em atividades fundamentalistas" foi detido para interrogatório, assim como a companheira dele. Fontes policiais afirmaram que explosivos foram encontrados em um dos carros do homem detido.

A mãe do suspeito também foi detida e levada ao local do cerco policial para tentar levá-lo a se render. "Pedimos a ela que fizesse contato com o filho, que argumentasse com ele, mas ela não queria, dizendo que tinha pouca influência sobre ele", afirmou Gueant.

Promotores disseram que outras operações estavam em andamento para procurar possíveis cúmplices. Logo após os ataques da segunda-feira, uma grande operação de buscas, envolvendo todas as forças policiais do país, foi estabelecida, diante do temor de que o assassino pudesse atacar novamente.

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Enquanto a operação acontecia, o presidente françês, Nicolas Sarkozy, fez um pronunciamento no qual afirmou que o terrorismo “não conseguirá dividir a França”.

"Acabo de reunir representantes da comunidade judaica e muçulmana. Quis reuni-los para demonstrar que o terrorismo não conseguirá enfraquecer nossa comunidade nacional", declarou o presidente. "Disse e digo à toda a nação: temos de estar unidos", completou.

AP
Policial é visto do lado de fora de local onde suspeito de ataques está cercado em Toulouse, na França

Com AP, BBC e Reuters

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