BERLIM - A Polícia da capital alemã deteve 102 pessoas que participavam de um protesto contra o não aproveitamento dos terrenos do antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, fechado há um ano.

A polícia informou neste domingo que, além disso, 26 agentes ficaram feridos nos confrontos perante a cerca que rodeia o aeroporto que grupos de jovens radicais de esquerda tentaram reiteradamente ultrapassar sem sucesso.

Um forte desdobramento policial de perto de 1,8 mil agentes antidistúrbios, com unidades de reforço vindas da Baviera, frustrou a operação "Squat Tempelhof" (Ocupar Tempelhof), à qual se somou cerca de cinco mil manifestantes.

Os manifestantes, entre eles vários encapuzados violentos da chamada "cena autônoma", agrediram os agentes com o lançamento de todo tipo de objetos, desde garrafas a paralelepípedos.

A polícia utilizou seus cassetetes e sprays de pimenta para dissolver os manifestantes e em uma ocasião um agente chegou a desencapar sua pistola e ameaçar diretamente com a mesma um grupo de radicais que o tinha encurralado e pretendia agredi-lo.

O chefe da polícia berlinense, Dieter Glietsch, exigiu em declarações radiofônicas dos políticos maiores esforços para enfrentar a violência dos ativistas de extrema esquerda e que não sejam os agentes os que sempre devem resolver os conflitos.

Embora os protestos tenham começado pacificamente na tarde do sábado, eles se radicalizaram no começo da noite e chegada a madrugada de hoje quando os manifestantes mais violentos tentaram repetidamente entrar no aeroporto desde vários pontos da cerca que o rodeia.

O histórico aeroporto de Tempelhof, situado no coração de Berlim, ocupa uma grande extensão de terrenos que atualmente estão baldios e sem que a Prefeitura da cidade tenha decidido ainda o que será feito com eles.

Desde seu fechamento há um ano ao tráfego aéreo, vários movimentos cidadãos exigem o aproveitamento popular do aeroporto que protagonizou a ponte aérea em 1948/49 que salvou o setor ocidental do bloqueio soviético.

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