Bangcoc, 5 set (EFE).- O plebiscito estipulado pelo Governo do primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, para remediar a crise política, não conseguiu reduzir a tensão nem o temor de novos surtos de violência, apesar do estado de exceção declarado há três dias em Bangcoc.

Sundarvej afirmou hoje que não negociará com os líderes da Aliança do Povo para a Democracia (APD) que, desde o dia 26, controlam a sede do Governo, por meio da comissão formada pelos presidentes das duas câmaras do Parlamento e pelo chefe da oposição, Abhisit Vejjajiva.

Milhares de manifestantes opositores também realizam protestos em frente à sede governamental em Bangcoc.

O chefe do Executivo disse que considera a possibilidade de encerrar em breve o estado de exceção, que decretou depois que um enfrentamento em Bangcoc entre seus partidários e opositores deixou um morto e 44 feridos.

Centenas de pessoas de 24 centros educativos, chamados de Jovens da APD, anunciaram que se unirão amanhã aos protestos, depois que dois universitários foram feridos ontem à noite por desconhecidos quando se dirigiam para se unir aos manifestantes.

Um crescente número de universitários, liderados pela ADP, se juntou ao movimento contra o governo desde a declaração do estado de exceção.

A pressão sobre o Executivo acentuou-se na quarta-feira passada com a renúncia do ministro de Assuntos Exteriores Tej Bunnag, ex-secretário do rei Bhumibol Adulyadej.

Sua saída do Gabinete foi interpretada por muitos tailandeses como um sinal de que a Coroa não confia no Governo.

Embora o premier insista em dizer que foi eleito de forma legítima em dezembro de 2007, entre a população, particularmente a de Bangcoc, cresce a percepção de que as Forças Armadas não obedecem ao líder.

O estado de exceção não declara o toque de recolher, mas autoriza aos soldados o emprego da força para dispersar as reuniões públicas de mais de cinco pessoas e censurar as informações que ponham em perigo a segurança do Estado.

No entanto, o chefe do Exército, o general Anupong Paochinda, mantém até o momento sua palavra de não utilizar a força contra os manifestantes. EFE grc/ab/rr

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