Tensão no Haiti diminui após saída do primeiro-ministro

Porto Príncipe, 14 abr (EFE) - A tensão vivenciada durante os dez últimos dias no Haiti, onde seis pessoas morreram em violentos confrontos, parece ter diminuído hoje após a redução do preço do arroz, anunciada pelo presidente haitiano, René Préval, e a destituição do primeiro-ministro, Jacques Edouard Alexis. Hoje, vigorava em Porto Príncipe, a capital, uma calma aparente. Desde cedo as ruas da cidade foram invadidas por pessoas que iam trabalhar e comerciantes que retomavam suas atividades. Mesmo assim, muitos pais preferiram que seus filhos não fossem à escola. Algumas lojas, bancos e empresas de prestação de serviços voltaram a abrir as portas depois dos ataques e saques os quais sofreram na semana passada em meio a violentas manifestações contra o alto custo de vida no país.

EFE |

Ainda não é possível avaliar o impacto da medida adotada no sábado por Préval e pelo setor privado e que reduziu o preço da saca de arroz importado de US$ 51 a US$ 43.

Préval e os importadores expressaram sua esperança em que esta diminuição possa se refletir no preço ao consumidor final, embora seja uma solução provisória, porque a medida só se manterá por um mês.

O presidente haitiano não falou de medidas que permitam manter os preços a um nível acessível para a maioria da população.

Outras medidas anunciadas, como uma possível redução do preço de produtos químicos para a agricultura, só surtirão efeito a partir do final deste ano, segundo o Ministério da Agricultura, cujo titular, Jonas Gué, viajará amanhã à Venezuela para discutir a compra destes produtos mais baratos.

Sobre o cenário político, até agora não se informou de gestões de Préval para se reunir com os presidentes das duas Câmaras para nomear o novo primeiro-ministro, como anunciou no sábado o líder após a destituição de Alexis, por ter fracassado na busca a uma solução à violência no país.

Nomear o novo chefe de Governo não será fácil, já que nem o partido de Governo nem as outras legendas contam com maioria no Parlamento.

Os 16 senadores que emitiram o voto de censura a Alexis constituem agora uma nova maioria na Câmara Alta e são favoráveis a um primeiro-ministro "conciliador", como afirmou o senador Rica Pierre-Louis. EFE gp/db

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