Tensão em Daca continua após motim da guarda especial de fronteiras

(atualiza com novos dados) Daca, 25 fev (EFE).- O Exército continua cercando o quartel-general da guarda especial de fronteiras em Daca, onde uma unidade de soldados começou um motim hoje e iniciou um tiroteio contra os oficiais, que já deixou vários mortos.

EFE |

Os amotinados pedem uma declaração de anistia, a retirada dos militares que cercam o complexo e a intervenção direta da primeira-ministra bengali, Sheikh Hasina, para pôr fim à revolta, disse por telefone um dos rebeldes à televisão "ATN Bangla".

"Inclusive após a independência de Bangladesh (1971), fomos desatendidos física e financeiramente", disse o soldado, de dentro dos quartéis.

O soldado disse que os amotinados mantêm vários oficiais como reféns, que só serão entregues ao Governo se houver um anúncio oficial de uma anistia geral, segundo a agência "UNB".

O rebelde, que não quis se identificar, disse que, se suas exigências não forem atendidas, os amotinados destruirão o quartel-general do corpo e os edifícios que o cercam.

Outro soldado disse ao jornal digital "The Daily Star" que há pelo menos quatro oficiais mortos, enquanto, segundo fontes policiais e hospitalares citadas pela "UNB", perdeu a vida pelo menos um civil e outros 13 ficaram feridos durante os tiroteios.

O Executivo enviou uma delegação liderada pelo vice-ministro do Governo local Jahangir Kabir Nanak e pelo deputado Mirza Azam.

Outro amotinado disse ao canal privado "Bangla Vision" que a revolta começou para pedir um aumento de salário e melhores condições de trabalho, mas negou que os rebeldes mantenham oficiais como reféns.

Uma de suas reivindicações é que o corpo seja independente do Exército, de onde procedem, de forma rotativa, os oficiais responsáveis da gestão.

Segundo a imprensa, os soldados mantinham uma reunião esta manhã com os oficiais do corpo para exigir uma melhora de suas condições salariais, momento em que começou um tiroteio que se estendeu para todo o local.

Os tiroteios, durante os quais também foram utilizados armamento pesado, continuaram intermitentemente durante o dia, segundo a "UNB", que precisou que o motim ocorreu quando o corpo realizava sua semana de festa, inaugurada ontem por Hasina.

Após garantir que o Governo está disposto a ouvir suas exigências, o Exército advertiu aos rebeldes que, se fizerem justiça com as próprias mãos e continuarem seus atos destrutivos, haverá contra eles uma "ação severa". EFE amp-daa/an

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