Temporão comemora resultado de pesquisa com células-tronco

Washington, 1 out (EFE) - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, comemorou hoje o anúncio de que foi desenvolvida a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas no Brasil, em declarações feitas durante o 48º conselho diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), realizado em Washington (Estados Unidos).

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O ministro comentava os resultados de um trabalho da equipe de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), coordenado pela geneticista Lygia da Veiga Pereira, que obteve a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas do Brasil.

Segundo o ministro, que preside o conselho diretor da OPAS, o Brasil tem "todas as condições de competir com os países mais desenvolvidos do mundo no desenvolvimento de novas tecnologias para tratamento das doenças crônicas".

No marco do 48º conselho diretor da OPAS, que começou em 29 de setembro e termina no dia 3 de outubro, membros e representantes da saúde dos Estados-membros analisam questões como a mudança climática e outros desafios os quais a região pan-americana enfrenta.

Em entrevista à Agência Efe durante o evento, Temporão ressaltou a necessidade de pactuar temas de trabalho comuns entre os diferentes Estados-membros da organização.

Além da mudança climática, afirmou o ministro, também são objeto de preocupação a luta contra o fumo, a relação do consumo de álcool no campo da saúde pública ou o atendimento sanitário das crianças.

"Os primeiros meses de vida são os mais importantes na estrutura da personalidade e o desenvolvimento biológico da criança, por isso é preciso fortalecer o apoio à mulher e ao recém-nascido", disse.

Neste sentido, o ministro defendeu a implementação de planos de segurança nutricional, assim como melhorar a publicidade que se dá aos alimentos nas escolas, dentro do marco da proteção da infância.

Além dessas questões, o aumento das rotas dos furacões ou a seqüência de secas e inundações ameaça nos últimos tempos a situação sanitária da região integrada pela América do Norte, América Central, Caribe, América Latina e América do Sul, disse Mirta Roses, diretora da OPAS.

Ela afirmou ainda que outro panorama do fenômeno da globalização que deve ser abordado com "relatividade e compromisso" são as doenças crônicas como a diabetes e a obesidade, e também a violência. EFE ag/db

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