Tempestades chegam à terceira maior cidade da Austrália

Os 2 milhões de habitantes de Brisbane usam sacos de areia para proteger casas; desde novembro, cheias deixaram 14 mortos

iG São Paulo |

As fortes chuvas que provocaram inundações sem precedentes, e deixaram mais quatro mortos nesta segunda-feira no nordeste da Austrália, chegaram a Brisbane, a terceira maior cidade do país e capital do Estado de Queensland.

Reuters
Águas de enchente cobrem rua em Toowoomba, no Estado de Queensland, Austrália (10/01/2011)
Desde que, no começo desta manhã, emitiu-se o alerta por causa das chuvas, os 2 milhões de habitantes de Brisbane começaram a proteger suas casas com sacos de areia, sobretudo nas áreas mais baixas. As autoridades advertiram à população que fique em casa e evite as estradas até que passe o temporal. Desde o novembro, as cheias deixaram 14 mortos e 72 desaparecidos no país.

Depois das fortes tempestades do final de semana, que intensificaram a cheia dos rios, uma nova precipitação inundou as ruas de Toowoomba, cidade de 90 mil habitantes a 130 km a oeste de Brisbane, deixando quatro mortos, incluindo uma pedestre.

As casas de madeira foram arrancadas de suas fundações e arrastadas por centenas de metros pela correnteza, que também jogou os carros contra as lojas e arrancou as bombas dos postos de gasolina.

Ao mesmo tempo, as enchentes ameaçam agora chegar a zonas turísticas e de maior densidade demográfica que a das 40 comunidades até agora afetadas em Queensland. As inundações deixaram parcialmente submersa a localidade de Gypmie, dividindo-a em duas, e interromperam a provisão de energia elétrica de algumas áreas da Sunshine Coast, com a cheia do rio Mary.

A Gold Coast também está em alerta, cujas praias costumam ficar cheias de veranistas nesta época do ano. Mas a maior devastação continua acontecendo no interior do Estado, onde a localidade de Dalby espera a terceira série de inundações em menos de três semanas e os 70 mil habitantes de Rockhampton continuam aguardando que o nível de água desça para começar os trabalhos de limpeza e reconstrução.

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, advertiu no sábado que será preciso gastar centenas de milhões de dólares para reparar os danos causados pelas piores enchentes em cinco décadas.

O governo desembolsou, por enquanto, US$ 4 milhões para dar assistência aos 200 mil desabrigados e aprovou um fundo especial de quase US$ 77 milhões para as prefeituras. Segundo estimativas oficiais, o valor dos danos causados às infraestruturas pelas inundações superará US$ 5 bilhões, sem contabilizar ainda as perdas para o setor agrícola e para a indústria mineradora.

Chuvas na Malásia

Na Malásia, três adolescentes morreram e outros 3,3 mil foram obrigados a abandonar suas casas por conta das inundações registradas no nordeste do país. A polícia do Estado de Kelantan afirmou à agência oficial "Antara" que as três vítimas das enchentes - um garoto de 17 anos, uma menina de 10 anos e uma criança de 8 anos - foram arrastadas por uma inundação no sábado.

As autoridades de Kelantan criaram 22 abrigos nos quais estão instaladas quase mil famílias, todas elas provenientes de pequenas aldeias rurais perto da fronteira com a Tailândia.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, durante os próximos dias as fortes chuvas continuarão a atingir o nordeste da Malásia, onde as inundações são intermitentes desde novembro, quando em teoria termina a estação das monções.

As intensas chuvas também causaram alagamentos em regiões da província tailandesa de Narathiwat, vizinha a Kelantan e onde o número de pessoas afetadas chega a 36 mil, disse o governador, Thanon Vejkornkanont.

*Com EFE, AFP e AP

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