Tempestade Xynthia deixa 58 mortos na Europa

Equipes de resgate tentavam socorrer nesta segunda-feira centenas de pessoas após a tempestade de inverno mais forte da última década deixar 58 mortos na Europa Ocidental, a maioria deles na França.

AFP |

A costa atlântica da França foi assolada pela tempestade Xynthia, que provocou vendavais e chuvas torrenciais no domingo, forçando o governo francês a declarar estado de emergência.

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Equipes de resgate trabalham em cidade francesa atingida por tempestade

Equipes de resgate trabalham em cidade francesa atingida por tempestade


Na França, o balanço mais recente era de 48 mortos e pelo menos 30 desaparecidos, além de meio milhão de casas sem energia elétrica.

Pelo menos cinco pessoas morreram na Alemanha, três na Espanha, uma em Portugal e uma na Bélgica.

Mais de 9 mil bombeiros e socorristas franceses, utilizando botes e helicópteros, deslocaram-se nesta segunda-feira às áreas afetadas para socorrer os atingidos.

Ondas gigantescas obrigaram muitas pessoas nas regiões de Vandea e Charente a subir nos telhados de suas casas, apesar dos ventos alcancarem velocidades de 150 km por hora.

"Se isso acontecesse durante o dia, o balanço de mortos não seria tão desastroso, já que a tempestade surpreendeu as pessoas enquanto dormiam", afirmou o ministro do Interior Brice Hortefeux à rádio France Info.

"Juntamente com minha namorada, alcançamos e subimos no telhado pela janela porque a água subia rapidamente", contou Fabrice Petit du Bosquet, um morador de L´Aiguillon-sur-Mer, onde centenas de famílias precisaram passar a noite em abrigos improvisados em escolas e salões de dança.

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Acampamento fica debaixo d'água após passagem de Xynthia

Acampamento fica embaixo d'água após passagem de Xynthia


"Tentamos levar nossas coisas à sobreloja, mas decidimos que devíamos subir para o telhado", acrescentou. "Esperamos ali durante uma hora, até que vimos o proprietário de nossa casa em um barco."

A União Europeia (UE) informou que está pronta para oferecer apoio aos países afetados pela tempestade e a França assinalou que pode recorrer a ela para custear as operações de resgate.

O presidente Nicolas Sarkozy, que viajou nesta segunda-feira a L´Aiguillon-sur-Mer, anunciou que vai liberar 3 milhões de euros para ajudar as vítimas e diminuir os prejuízos do desastre.

"É uma catástrofe nacional, um drama humano com um balanço espantoso", assinalou.

O ministro da Agricultura Bruno Le Maire prometeu ajudar as fazendas e indústrias pesqueiras que foram fortemente afetadas e o ministro de Comércio francês, Hervé Novelli, indicou que as pequenas empresas afetadas podem receber até 10 mil euros (US$ 14 mil) em ajuda.

Um total de 500 mil casas permaneciam sem luz na manhã desta segunda-feira, após a tempestade deixar 1 milhão de residências sem energia elétrica em um primeiro momento, informou a companhia de eletricidade ERDF.

Sarkozy prometeu que a eletricidade será restabelecida totalmente na terça-feira.

O tráfego aéreo retornou à normalidade no aeroporto Charles de Gaulle de Paris no domingo à tarde, após o cancelamento de 25% dos voos.

Até o final da tarde de domingo, a tempestade atingiu a Alemanha, Bélgica e a Holanda, informaram meteorologistas franceses.

Pelo menos cinco pessoas morreram na Alemanha, a maioria por causa da queda de árvores, informou a polícia.

Dois homens morreram na Espanha quando uma árvore caiu sobre um carro e uma mulher de 82 anos morreu após o desmoronamento de um muro.

Em Portugal, um menino de 10 anos morreu após ser atingido por um galho e um homem faleceu na Bélgica após a queda de uma árvore.

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