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Tempestade Fay passa por Cuba sem deixar vítimas

Antonio Martínez Havana, 18 ago (EFE).- Na madrugada de hoje, a tempestade tropical Fay cruzou Cuba do sul ao norte sem deixar vítimas nem grande destruição na ilha, após ter causado ao menos quatro mortes na República Dominicana, duas na Jamaica e pelo menos 40 desaparecimentos no Haiti.

EFE |

A Defesa Civil cubana retirou às 8h (9h, de Brasília) o alerta de ciclone que tinha sido estabelecido no domingo nas províncias do oeste e centro da ilha devido à passagem da tempestade "Fay".

A essa hora o ciclone saiu de novo ao mar e se dirigiu rumo ao norte pelo estreito da Flórida, onde pode se transformar em furacão (quando seus ventos máximos sustentados passam de 119 km/h) antes de chegar amanhã à costa dos Estados Unidos.

O Instituto de Meteorologia de Cuba informou ao meio-dia (13h, de Brasília) que a tempestade "continua se afastando gradualmente de Cuba".

No entanto, "hoje ainda haverá tempestades e chuvas, principalmente nas províncias de Cienfuegos, Villa Clara, Sancti Spíritus e Ciego de Avila, e em algumas localidades serão fortes e intensas", acrescentou.

Apesar de ter retirado o alerta de ciclone, a Defesa Civil ressaltou que é necessário "manter a vigilância sobre as precipitações associadas à tempestade tropical e ao escorrimento de água acumulada, principalmente em zonas montanhosas".

Além disso, advertiu sobre "possíveis inundações litorâneas no litoral norte" da ilha.

Depois da retirada do alerta, dezenas de milhares de cubanos e turistas estrangeiros que foram evacuados de zonas com risco de inundações ou de deslizamentos de terra começaram a voltar a suas residências.

Após percorrer no sábado os setores oriental e central do litoral sul de Cuba, a tempestade "Fay" entrou na ilha pela península de Zapata e saiu perto de Cárdenas, na província de Matanzas, próximo a Varadero, o principal centro turístico do país.

Um empregado do hotel de praia Meliá Varadero, em que havia mais de 700 turistas estrangeiros, disse à Agência Efe que lá só houve chuva durante a passagem da tempestade "Fay".

"Aqui ninguém se inteirou de nada. Aqui está uma calma total e tudo está em ordem, (...) ninguém se movimentou", explicou.

Jorge González, empregado de relações públicas do hotel Trip Cayo Coco, situado em uma pequena ilha do litoral norte cubano, também disse que "Fay" só acarretou "chuvas isoladas e nebulosidade".

"Seria bom para a gente que chovesse porque se recupera o manto freático (...) Está completamente nublado e não faz calor, há uma brisa muito grande", acrescentou.

Não há relatos de mortes nem lesões a pessoas pela passagem da tempestade por Cuba, apenas de alguns cortes de estradas, cortes de comunicação, suspensão de vôos, danos em imóveis e cultivos e interrupção de serviços elétricos e de telefonia.

Cerca de 40 pessoas foram dadas por desaparecidas no domingo no Haiti, quando o ônibus em que viajavam foi arrastado pela corrente de um rio, cujo volume aumentou por causa das chuvas associadas a "Fay", segundo fontes oficiais.

Na República Dominicana, pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 12 mil foram evacuadas, enquanto na Jamaica outras duas morreram.

Nas próximas horas, as águas do Golfo do México podem fortalecer a tempestade, por isso que "se mantém um aviso de furacão" para as costas da Flórida, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, em inglês), com sede em Miami.

Os ventos máximos sustentados da "Fay" são agora de 95 km/h, com rajadas mais fortes.

O furacão mais devastador que passou por Cuba arrasou, em novembro de 1932, a localidade de Santa Cruz del Sur, matando três mil pessoas, e o "Flora", que causou 1.150 vítimas em 1963.

Em novembro passado, a tempestade tropical "Noel" ocasionou uma morte, provocou a evacuação de cerca de 80 mil pessoas e causou perdas de cerca de US$ 500 milhões em sete províncias do oriente da ilha.

Cuba enfrentou 89 furacões e 119 tempestades tropicais nos últimos 155 anos.

Só na última década, os ciclones causaram perdas de mais de US$ 4,5 bilhões, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). EFE am/ab/rr

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