Tempestade Nicole causa inundações e mortes na Jamaica

Além da morte de oito pessoas no país, fenômeno levou fortes chuvas para Cuba, Ilhas Cayman e Bahamas

iG São Paulo |

A tempestade tropical Nicole, que se dissipou ao chegar à Flórida nesta quarta-feira, causou inundações que mataram oito pessoas na Jamaica, e levou fortes chuvas a Cuba, Ilhas Cayman e Bahamas.

O ciclone avança para norte e nordeste e deve passar para o Atlântico, entre a Flórida e as Bahamas, dissipando-se ainda mais no fim de semana ao encontrar a costa leste dos EUA, na altura da Carolina do Norte e Carolina do Sul.

AFP
Na cidade de San Marcos, em San Salvador, as fortes chuvas, decorrente da aproximação da tempestade Nicole, levaram o governo a emitir alerta
A previsão é de que a Nicole cause ainda mais chuvas por onde passar. Na Jamaica, as inundações repentinas provocadas pelo ciclone fizeram com que dois idosos fossem levados pela correnteza e morressem afogados, em lugares diferentes.

Em Kingston, a capital, uma casa desabou perto da embaixada dos Estados Unidos. Um menino foi resgatado por populares, mas as outras seis pessoas que estavam na casa foram arrastadas pela enxurrada e morreram afogadas.

Em Cuba, a parte mais castigada foi o centro da ilha, interrompendo uma prolongada seca que já causava escassez de água. A província de Sancti Spiritus recebeu quase 200 milímetros de chuva.

As Ilhas Cayman, parte de Cuba e as Bahamas estão em estado de alerta, que foi suspenso na Flórida porque o ciclone seguiu mais a leste do que se esperava. Mesmo assim, o sudeste do Estado deve ter chuvas fortes.

Denominação

O ciclone vasto e irregular oscila no limite mínimo para ser considerado uma tempestade tropical, o que levou a divergências entre meteorologistas de Cuba e Estados Unidos. O Centro Nacional de Furacões (CNF) dos EUA, em Miami, estimou seus ventos regulares em 65 km/h, um pouco acima do mínimo (63 km/h), a partir do qual as tempestades recebem um nome. Para os meteorologistas cubanos, os ventos eram de 59 km/h. "Não existe tempestade tropical", disse pela TV local o meteorologista-chefe do governo, Jorge Rubiera.

Já os meteorologistas norte-americanos afirmaram que o centro de circulação da tormenta está mal definido, mas se encontrava na tarde de quarta-feira cerca de 130 quilômetros a nordeste de Havana. "É um sistema marginal", disse o especialista em furacões Richard Pasch, de Miami. "A interpretação deles (cubanos) é que eles não acham que seja uma tempestade (...). Eles estão de um lado da margem, e nós estamos no outro", acrescentou.

*Com Reuters

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