Tempestade Hanna causa pelo menos 11 mortes no Haiti

PORTO PRÍNCIPE - Pelo menos 11 pessoas morreram no Haiti em conseqüência das chuvas ocasionadas pela tempestade tropical Hanna, informou, nesta terça-feira, a Defesa Civil local.

Redação com agências internacionais |

Do total das vítimas, dez morreram na cidade litorânea de Gonaives, no norte do país, que está completamente inundada, e uma outra pelo desmoronamento de uma casa na região oeste, explicou em coletiva de imprensa a diretora da entidade, Marie Alta Jean-Baptiste.

Segundo os últimos dados das autoridades locais, Gonaives parece a região mais atingida no norte haitiano, embora informem que vários pontos do país sofreram os efeitos de "Hanna", que poderia se transformar de novo em furacão.

Muitas das mortes em Gonaives foram registradas no bairro de Trou Sable, onde as casas são muito frágeis, segundo disseram os moradores à imprensa local.

Foi impossível levar os mortos ao necrotério, pois o nível das águas chega a três metros em alguns bairros, disseram outras fontes.

Segundo elas, no local faltam comida e água, já que mercados e armazéns estão inundados e a comunicação é difícil pois não há eletricidade e os habitantes não podem recarregar seus telefones.

A situação em Gonaives, por onde passa a principal estrada nacional, mantém bloqueado o acesso do norte com a capital Porto Príncipe.

O ministro do interior haitiano, Paul Antoine Bien-Aime, lidera uma delegação que viajou a Gonaives para coordenar as operações e apoiar as equipes de socorro, informou Jean-Baptiste.

Por outro lado, a funcionária afirmou que a Defesa Civil recebeu o apoio de órgãos internacionais, particularmente da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah), para transportar recursos humanitários.

No departamento de Artibonito, cuja principal cidade é Gonaives, todas as regiões "debaixo d'água", disse a fonte.

Jean-Baptiste informou que muitas casas foram afetadas em Fond Verettes (oeste) devido aos fortes ventos que arrancaram tetos de casas construídas nas montanhas.

Além disso, ela considerou "complicada" a situação no noroeste, onde os comitês locais do escritório que dirige organizam albergues provisórios para receber às pessoas desabrigadas.

Michaelle Amedee Gedeon, da Cruz Vermelha haitiana, informou que está mobilizado voluntários nas regiões afetadas para socorrer vítimas.

O secretário de Segurança Pública Eucher Luc Joseph afirmou que o presidente do país, René Préval, está "muito preocupado" com a situação e convocou "uma cadeia de solidariedade" para enfrentar a situação criada pelo fenômeno.

A temporada de furacões

Na atual temporada de furacões no Atlântico já se formaram nove tempestades tropicais e quatro furacões.

Os meteorologistas da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera americana (NOAA, em inglês) previram em agosto que esta temporada será bastante ativa, com a formação de 14 a 18 tempestades tropicais, das quais entre sete e dez poderiam se transformar em furacões.

(*Com informações das agências EFE e AFP)

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