Tempestade Gustav deve começar a ganhar força e virar furacão

Por Alan Markoff GEORGE TOWN (Reuters) - A tempestade tropical Gustav deve começar a ganhar força e transformar-se em um grande e violento furacão ao deixar a Jamaica e locomover-se rumo às Ilhas Cayman, na sexta-feira, dia em que se completam três anos do devastador ataque do Katrina contra Nova Orleans, disseram meteorologistas norte-americanos.

Reuters |

A tempestade, que já matou 68 pessoas ao provocar deslizamentos de terra e enchentes na região do Caribe, deve ganhar força sobre as águas quentes e profundas daquele mar e ingressar novamente em terra na próxima semana, perto de Nova Orleans, depois de passar pela área de plataformas de petróleo e gás natural localizada perto da Louisiana.

Empresas do setor energético retiraram seus funcionários dessas instalações e preparam-se para a mais violenta tempestade desde a temporada de furacões de 2005 a atingir a área onde ficam cerca de 4.000 plataformas responsáveis por produzir um quarto do petróleo dos EUA e 15 por cento de seu gás natural.

'Depois de a tempestade sair da Jamaica, é possível que ganhe bastante força', afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC), um órgão norte-americano.

O NHC, com sede em Miami, previu que o Gustav se transformará em um furacão da categoria 1 (na escala Saffir-Simpson, com cinco níveis) ao passar pelas Ilhas Cayman, na sexta-feira, antes de virar um furacão pelo menos da categoria 3, ou um 'grande furacão', ao tocar a ponta oeste de Cuba.

Às 8h EDT (9h em Brasília), o Gustav situava-se no extremo ocidental da Jamaica, cerca de 160 quilômetros a oeste-noroeste de Kingston. A tempestade deslocava-se a 13 quilômetros por hora na direção oeste-noroeste, seguindo um caminho que a levaria para o mar e para as Ilhas Cayman.

Os ventos sustáveis da tempestade caíram para 100 quilômetros por hora, abaixo do limite de 119 quilômetros por hora a partir do qual os ciclones tropicais passam a ser chamados de furacões. Mas esses ventos devem chegar a 204 quilômetros por hora dentro das próximas 72 horas, colocando-o na categoria 3.

O Katrina foi um furacão monstruoso da categoria 5 sobre as águas do golfo do México antes de atingir o continente, perto de Nova Orleans, como um furacão da categoria 3, no dia 29 de agosto de 2005, destruindo os diques de contenção da cidade e inundando a cidade famosa por seus clubes de jazz e pelo carnaval de rua (chamado de Mardi Gras).

A devastação resultante deixou à mostra a profunda pobreza existente em Nova Orleans, as tensões raciais e a incompetência do governo federal enquanto milhares de pessoas isoladas continuavam sem receber ajuda.

O Katrina matou cerca de 1.500 moradores da costa norte-americana do golfo do México e deixou 80 bilhões de dólares em prejuízos, fazendo dele o mais custoso dos desastres naturais enfrentados pelos EUA.

O Katrina e o Rita, que se formou logo depois daquele, destruíram ainda mais de 100 plataformas de petróleo.

Agora, as autoridades da Louisiana e de Nova Orleans pediram aos moradores que se preparem para serem retirados e mobilizaram meios de transporte para os que não possuem carro.

Os governos estaduais do Mississippi e da Louisiana já baixaram alertas de desastre.

O governo federal também se prepara para enfrentar uma eventual calamidade. O Gustav deve atingir o continente no momento em que o Partido Republicano, do presidente George W.

Bush, realiza sua convenção nacional para nomear oficialmente John McCain seu candidato à Presidência norte-americana nas eleições de novembro.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG