Tempestade Fay ganha força e castiga a Flórida

Por Tom Brown MIAMI (Reuters) - A tempestade tropical Fay avançou pelo golfo do México e atingiu o sudoeste da Flórida na terça-feira, provocando fortes chuvas, mas poucos estragos.

Reuters |

Diferentemente do que previam os meteorologistas, a tempestade não virou furacão. Às 13h (14h em Brasília), seu centro estava perto do lago Okeechobee, centro-sul da Flórida, segundo o Centro Nacional de Furacões.

Ao contrário do habitual, a tempestade ganhou força ao entrar na península da Flórida e perder o contato com a água do mar. Ocorre que sua trajetória passava por lugares muito quentes e pantanosos, de modo que ela não teria 'percebido' que já chegara à terra firme, conforme explicou o meteorologista Corey Wilton, do Centro de Furacões.

Seus ventos regulares alcançam 105 quilômetros por hora.

Está mais forte do que quando passou pelas ilhas Key, mas ainda abaixo do limite mínimo dos furacões (119 quilômetros por hora).

A sexta tempestade da temporada -- que promete ser agitada -- provocou ventos e chuvas fortes no sul da Flórida, o que tem seu lado bom, já que a região carece de água devido à forte expansão imobiliária dos últimos dez anos.

Autoridades locais disseram que os estragos se limitaram a ruas inundadas e quedas de árvores e postes. Cerca de 111,4 mil domicílios e empresas ficaram sem energia em 32 condados da Flórida. Em Fort Lauderdale, um rapaz que queria aproveitar o vento para fazer kite-surfe foi arremessado na praia e de lá contra um edifício, ficando ferido.

No Caribe, porém, Fay havia deixado mais de 50 mortos, a maioria no Haiti, onde um ônibus foi arrastado ao tentar cruzar um rio que transbordara.

Os meteorologistas prevêem que Fay cruzará toda a Flórida e voltará para o Atlântico antes de fazer uma curva e regressar ao nordeste do Estado. A tempestade não ameaça as plataformas de petróleo do golfo do México, mas, por precaução, algumas empresas retiraram seus funcionários de lá.

A cotação do suco de laranja disparou na segunda-feira, devido aos temores pelas plantações da Flórida. Especialistas, no entanto, dizem que só haveria prejuízos se a região sofresse várias tempestades bem mais fortes, como em 2004 e 2005.

(Reportagem adicional de Scott Disavino, em Nova York; Jim Loney e Jane Sutton, em Miami)

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