Tempestade de neve atinge nordeste dos EUA fora de época

Nevasca, que normalmente afeta região a partir de dezembro, causa atrasos em aeroportos de Nova York e Filadélfia e deve provocar cortes de luz

iG São Paulo |

O nordeste dos EUA, onde se localizam algumas das principais cidades do país, encontra-se neste sábado sob uma nevasca fora de época que já causou atrasos nos aeroportos e deverá provocar grandes cortes de eletricidade.

AP
Carros passam perto de árvore danificada por neve no Estado de Nova YorK
Por conta da neve, que em alguns lugares atinge até 30 centímetros, vêm sendo registrados atrasos de até quatro horas no principal aeroporto de Nova York, o John F. Kennedy, e de uma hora no Aeroporto Internacional da Filadélfia.

Além disso, quase 45 mil pessoas estão sem luz em áreas da Pensilvânia, de Maryland e da Virgínia Ocidental. Os cortes no fornecimento de energia elétrica poderão ser muito mais extensos à medida que progrida a tempestade ao longo deste sábado.

Em cidades como Boston, espera-se que a precipitação chegue a oito centímetros de neve, e em Nova York, a dez. A tempestade de neve chega com semanas de adiantamento, pois não é habitual ser registrado na costa leste americana esse tipo de fenômeno atmosférico até princípios de dezembro.

Segundo o serviço meteorológico nacional, nos últimos 135 anos, caiu uma quantidade significativa de neve em outubro no centro de Nova York apenas em três ocasiões anteriores, a maior delas em 1925, quando foram acumulados dois centímetros.

Ocupe Wall Street

A neve fora de época atingiu os ativistas do movimento " Ocupe Wall Street ", que protestam contra a desigualdade econômica, que estão instalados em tendas na praça Zuccotti de Nova York.

"Neve? Que neve? Tenho um país para me preocupar", dizia um cartaz carregado por um jovem sob a chuva e as camadas de neve na esquina da praça situada a cerca de 300 metros da Bolsa nova-iorquina e escolhida pelos manifestantes para estabelecer sua base desde 17 de setembro.

"Vamos jogar sal. As pessoas dão informações sobre como enfrentar baixas temperaturas quando se acampa", informou Brian Majdanik, um jovem de 27 anos que participa do protesto há duas semanas e meia.

"O prefeito Michael Bloomberg disse ontem (sexta-feira) que enquanto o proprietário do parque não se queixar sobre as tendas, não há problema", explicou Brian, de luvas e gorro.

A água corria, no entanto, pelas escadarias da praça até o centro do acampamento, que os manifestantes tentavam isolar do chão gelado e molhado, com bolsas de plástico. A cozinha, a outra grande tenda aberta, seguia funcionando e distribuía sopas e bebidas quentes.

*Com EFE e AFP

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