Tempestade atinge Vietnã enquanto Ásia sofre com enchentes

Chuvas de monções e tufões causam danos e mortes em vários países; Filipinas se preparam para chegada de novo tufão

iG São Paulo |

Uma tempestade tropical atingiu o Vietnã nesta sexta-feira, forçando 20 mil moradores a deixarem suas casas, enquanto as Filipinas se preparam para um novo tufão e vários países da Ásia sofrem com enchentes.

Chuvas de monções, tufões e tempestades atingem duramente a região, deixando mais de 600 mortos ou desaparecidos na Índia, Tailândia, Filipinas, Japão, China, Paquistão e Vietnã nos últimos quatro meses. Apenas na Índia, o prejuízo é estimado em US$ 1 bilhão.

AP
Moradores deixam área inundada em Calumpit, ao norte de Manila, nas Filipinas

Após atingir as Filipinas e a China, o tufão Nesat foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical pouco depois de chegar ao Vietnã com ventos de 118 km/h. Fortes chuvas e ventos foram registrados nas áreas norte e central do país, enquanto alertas de enchentes e deslizamentos foram emitidos para regiões montanhosas e baixas.

Autoridades disseram que pescadores e fazendeiros da costa norte foram transferidos para áreas seguras. Antes mesmo da chegada do Nesat, pelo menos 15 pessoas morreram arrastadas pela água ou em deslizamentos de terra. O nível do rio Mekong subiu entre dois e cinco metros acima do nível do mar, alagando quatro mil casas e 30 mil hectares de plantações de arroz.

Na quinta-feira, o Nesat causou enchentes na ilha de Hainan, no sul da China, forçando a retirada de 300 mil moradores. Um alerta de risco de inundações foi emitido para a região, onde o nível das águas aumentou até 47 cm. Plantações foram alagadas e fortes ventos arrancaram árvores, mas ainda não há registro de mortes.

Nas Filipinas, a passagem do Nesat deixou ao menos 43 mortos e 30 desaparecidos, além de uma dar piores enchentes das últimas décadas na capital, Manila. Os danos no país foram estimados em US$ 91 milhões e o país já se prepara para outro tufão, o Nalgae, que se dirige ao norte e deve chegar ao território no sábado.

“O solo está saturado e não consegue absorver mais água”, afirmou Graciano Yumul, chefe do departamento de meteorologia das Filipinas. “Há grande possibilidade de enchentes e deslizamentos ocorrerem.”

Pelo menos quatro cidades na província de Bulacan, norte de Manila, continuam submersas dois dias após o tufão ter deixado o país. Milhares procuraram refúgios em telhados e estão sem comida, água e eletricidade.

Outras partes da Ásia não foram poupadas: neste mês, dois tufões atingiram o Japão e deixaram 106 mortos ou desaparecidos; na Tailândia, uma série de tempestades tropicais que começou em julho matou 188 moradores; na Índia, chuvas de monções causaram mais de 200 mortes desde julho; e no Paquistão, sete milhões foram afetados por enchentes na província de Sindh, que ainda se recupera das inundações do ano passado.

Com AP e EFE

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