Temos de superar o impasse no Oriente Médio, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou neste sábado em Caen (noroeste da França) que o impasse atual no Oriente Médio tem que ser superado por israelenses e palestinos, cujos destinos são interligados.

Redação com agências internacionais |

AFP
Obama encontra Sarkozy na França

Obama encontra Sarkozy na França

"Temos de superar o impasse atual", declarou Obama durante uma entrevista coletiva conjunta com seu colega francês, Nicolas Sarkozy, antes das comemorações relacionadas ao 65º aniversário do desembarque aliado na Normandia, em 6 de junho de 1944. "Espero das duas partes (israelenses e palestinos) que reconheçam que seus destinos são interligados", acrescentou.

Em suas declarações, o presidente americano - que há dois dias propôs no Cairo um novo começo nas relações entre os EUA e o mundo muçulmano - reconheceu não esperar que "um conflito que dura 60 anos acabe da noite para o dia", mas, como fez nos últimos dias, considerou que existe a oportunidade para fazê-lo.

Obama lembrou que as duas partes têm que cumprir suas obrigações: os israelenses devem admitir a possibilidade de um Estado palestino e pôr fim a seus assentamentos nos territórios ocupados, e os palestinos precisam melhorar suas instituições de governo e pôr fim à violência.

Os dois chefes de Estado também pediram ao Irã para que renuncie ao desenvolvimento de um programa de armamento nuclear. Segundo Obama, deve se desenvolve uma "diplomacia firme" em relação ao Irã.

Por sua vez, o presidente francês assegurou ficar preocupado com algumas "declarações demenciais" do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

"Queremos paz. Queremos diálogo. Queremos ajudá-los a se desenvolver. Mas não queremos mais armas nucleares, e deixamos isso muito claro", sustentou Sarkozy.

O presidente francês também demonstrou sua disposição em aceitar na França alguns presos da base de Guantánamo, para os quais os EUA procuram um destino já que Obama ordenou o fechamento desse centro de detenção até o dia 22 de janeiro de 2010.

Os dois chefes de Estado se comprometeram a colaborar "estreitamente" em uma gama de assuntos, desde a luta contra o terrorismo à crise econômica mundial

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(Com informações da EFE e da AFP)

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