Temor a atentados força fechamento de mais embaixadas no Iêmen

Sana, 4 jan (EFE).- Alemanha, França e Japão seguiram o exemplo dos Estados Unidos e do Reino Unido e anunciaram hoje o fechamento temporário ou parcial de suas embaixadas no Iêmen, pelo temor a ataques terroristas.

EFE |

A embaixada da Alemanha argumentou que fecharia sua representação diplomática por "motivos de segurança", como disseram à Agência Efe diplomatas alemães no Iêmen.

Fontes da Chancelaria japonesa, por sua vez, revelaram que sua embaixada no Iêmen também fecharia, seguindo o exemplo de outros países.

Em Paris, o Ministério de Assuntos Exteriores francês confirmou o fechamento ao público de sua embaixada e indicou que seus cidadãos receberam instruções para restringir ao máximo seus movimentos.

As medidas seguem os fechamentos anunciados ontem das embaixadas dos EUA e do Reino Unido, que receberam informações sobre possíveis ataques contra suas representações no Iêmen.

Em comunicado em seu site, a embaixada americana assinala que fecha suas portas, porém sem esclarecer por quanto tempo, enquanto o Reino Unido anunciava a mesma decisão.

Em torno desses prédios, as medidas de segurança aumentaram notavelmente e as ruas adjacentes permanecem bloqueadas.

Em Roma, o ministro de Assuntos Exteriores italiano, Franco Frattini, pediu hoje à alta representante de política externa da União Europeia (UE), Catherine Ashton, uma ação coordenada da Europa no Iêmen.

A Itália, por enquanto, mantém aberta sua embaixada no país árabe, enquanto a Espanha restringiu o acesso a seu edifício.

Fontes das forças de segurança iemenitas afirmaram hoje terem matado dois supostos terroristas, que relacionaram com as ameaças aos EUA e outras embaixadas ocidentais no país, um dos mais pobres do Oriente Médio e que enfrenta vários desafios devido à violência.

O alerta chega depois de um jovem nigeriano radical ter tentado explodir uma bomba em um avião americano com destino a Detroit (EUA) em 25 de dezembro e confessado que foi treinado pela Al Qaeda no Iêmen, onde teria recebido explosivos e treinamento.

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a Al Qaeda estava por trás do ataque frustrado, algo que também foi confirmado pelo grupo terrorista em comunicado.

Obama decidiu intensificar a luta contra a Al Qaeda no Iêmen, que nos últimos anos tinha se tornado refúgio do grupo terrorista.

Nas últimas semanas houve vários ataques aéreos da aviação iemenita, embora com a ajuda dos EUA, contra possíveis esconderijos de membros da Al Qaeda.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, convocou, com apoio de Washington e da UE, uma cúpula global para discutir a situação no Iêmen, prevista para o próximo dia 28 de janeiro em Londres.

Os EUA anunciaram que a partir de amanhã todas as pessoas procedentes do Iêmen ou que tenham nascido nesse país deverão ser revistadas exaustivamente antes de entrar em seu território.

O Iêmen enfrenta também outros dois grandes desafios, nos campos de segurança e unidade territorial.

Na província de Saada, no norte, rebeldes xiitas travam uma luta que já dura mais de cinco anos e que envolveu também o Exército da Arábia Saudita, que tenta evitar que insurgentes se infiltrem em seu território.

Já no antigo Iêmen do Sul, as tensões separatistas provocam distúrbios e mortes de maneira periódica. EFE ja/rr

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