BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou nesta terça-feira que irá conversar com deputados que formam comitiva a Honduras para avaliar a necessidade da viagem. ¿Eu acho que a situação está um pouco complicada a esta altura. Não sei se vale a pena os nossos deputados estarem lá¿, afirmou Temer.


Um grupo de cinco deputados federais decidiu ir à capital hondurenha, Tegucigalpa, para conhecer o Parlamento local e avaliar as condições de brasileiros e de funcionários da embaixada do Brasil no país, onde se encontra, há mais de uma semana, o presidente deposto, Manuel Zelaya. 

A partida está prevista para a manhã desta quarta-feira, com retorno na sexta-feira. Os deputados iriam em voo da Força Aérea Brasileira (FAB) até El Salvador e de lá partiriam para Honduras em voo comercial, na condição de cidadãos. A entrada no país teria a garantia do Parlamento hondurenho.

Temer avaliou que a saída de Zelaya do poder se deu mediante golpe, o que seria errado. Porém, o presidente da Câmara manifestou preocupação com a presença do líder na embaixada.

Houve um golpe porque ele [Zelaya] deveria cumprir o seu mandato. Mas tenho preocupação de ele ter entrado na embaixada. Embora esteja se disfarçando, aquilo é uma espécie de asilo, frisou.

Para Temer, Zelaya deve cumprir a legislação brasileira, que impede a pregação política contra o governo instalado. O que devemos fazer aqui no Brasil é buscar concórdia lá em Honduras, disse.

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