Telefonema de mensageiro teria dado início à vigilância na casa de Bin Laden

Segundo o Washington Post, kwaitiano de confiança de Bin Laden passou a ser monitorado após receber ligação de um amigo

iG São Paulo |

Um telefonema feito por um mensageiro de confiança de Osama bin Laden teria sido o atrativo que motivou o início da vigilância pelos Estados Unidos ao complexo de Abbottabad, no Paquistão, que escondia o ex-líder terrorista Osama bin Laden. Segundo o jornal Washington Post, a ligação teria sido decisiva para encontrar o ex-líder terrorista.

O mensageiro kwaitiano Abu Ahmad teve a identidade descoberta há cerca de 4 anos e passou a ser monitorado pelo serviço de inteligência do governo americano depois que recebeu um telefonema de um amigo.

AFP
Esconderijo onde estava Bin Laden, em Abbottabad, no Paquistão
Na ligação, segundo o Washington Post, Ahmad foi vago ao responder ao amigo aonde estaria. Na ocasião, Ahmad disse ter "voltado ao lugar e às pessoas em que estava antes", o que despertou a atenção dos americanos.

Como o complexo de Bin Laden não tinha telefones ou internet, o serviço de inteligência americano encontrou dificuldade em espionar o local. Em monitoramento por imagens de satélite, o kwaitiano chamou a atenção por sair do complexo para efetuar ligações e retornar sempre após 90 minutos. Além disso, cumpria uma rotina de desligar e retirar a bateria do aparelho, antes de retornar ao prédio.

Outro detalhe que despertou o interesse dos americanos foi a aparição diária do homem no pátio do esconderijo por uma ou duas horas. Apelidado de “a lebre” pelos analistas, o kwaitiano nunca deixou o complexo por muito tempo e a sua rotina sugeria que ele não era apenas um morador, mas praticamente um prisioneiro.

Pelo monitoramento, os americanos reportaram à Obama que as chances de o complexo abrigar Osama bin Laden eram de 60%. O presidente americano autorizou então a entrada no complexo para captura do ex-líder terrorista. Na ação, o mensageiro de confiança de Bin Laden foi morto.

Segundo o jornal, a identificação do corpo de Bin Laden também encontrou dificuldades. Por ser alto, militares sugeriram que se medisse o corpo com uma fita métrica. Como nenhum soldado tinha uma em mãos, um deles deitou ao lado do corpo de Bin Laden para fazer a comparação de tamanho. A "estratégia" fez com que Obama fizesse uma brincadeira. "Gastamos milhões nessa operação e ninguém foi capaz de comprar uma simples fita métrica?", indagou o presidente americano.

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