Telecom Italia e Pirelli serão parte civil em processo de escutas

Roma, 20 jul (EFE).- As empresas Telecom Italia e Pirelli se constituirão parte civil após tomarem conhecimento de que são investigadas no âmbito do escândalo das escutas ilegais protagonizado por ex-funcionários do setor de segurança da companhia telefônica, liderados pelo ex-chefe de segurança Giuliano Tavaroli.

EFE |

As duas empresas se manifestaram nesse sentido nas últimas horas em comunicados separados, após saberem que estão sendo investigadas pela magistratura de Milão pela suposta violação da lei 231, que diz que as companhias "têm que adotar modelos de organização para prevenir delitos cometidos por seus funcionários".

O caso vazou há dois anos, quando foram descobertas escutas ilegais protagonizadas pelo chamado "Tiger Team", equipamento criado para a defesa informática da Telecom e que, segundo os promotores milaneses Nicola Piacente, Fabio Napoleone e Stefano Civardi, também era usado para espionar a concorrência e os considerados "inimigos".

A Polícia prendeu 30 pessoas no caso, entre elas Tavaroli.

A rede de espionagem privada e de escutas telefônicas afetou políticos, empresários, jornalistas, personalidades do cinema, do espetáculo e do esporte, assim como grandes empresas, como a Embratel, Telmex e Telefónica, segundo a imprensa italiana.

O jornal "Corriere della Sera" destacou hoje que o grupo de Tavaroli grampeou pelo menos 9 mil ligações telefônicas. EFE jl/wr/db

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