Washington - O gás usado para o plasma das telas planas de televisão contribui com a poluição atmosférica e o aquecimento global, denunciou nesta quinta-feira um cientista da Universidade da Califórnia.

Pior, o Trifluoreto de Nitrogênio (NF3) é 17 mil vezes mais forte que o dióxido de carbono (CO2), um dos principais agentes poluidores, afirma o professor Michael Prather em um relatório publicado pela revista "New Scientist".

Em entrevista para a rede de televisão "ABC", o especialista manifestou que é necessário medir as emissões do gás, que não está incluído no Protocolo de Kyoto sobre mudança climática assinado pela maioria dos países do mundo em 1997, quando a produção de NF3 era mínima.

Prather calcula que só neste ano serão produzidas 4 mil toneladas de NF3 e que é provável que essa quantidade dobre em 2009. "É um tipo de gás que está sendo produzido em grandes quantidades e não só não está no Protocolo de Kyoto, mas sequer é necessário informá-lo. Isso é o que me preocupa", indicou.

As emissões das usinas de energia a carvão diminuem frente às de gás para as telas de televisão, acrescentou. Calcula-se que atualmente a metade dos aparelhos de televisão produzidos no mundo seja de tela plana.

"E o problema é que não sabemos quanto desse gás está escapando e se infiltrando na atmosfera", disse o cientista.

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