Teerã rejeita acusações de Bush e insiste em que seu programa é pacífico

Teerã, 12 jun (EFE).- O Irã rejeitou hoje as acusações do presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, contra Teerã a respeito das atividades militares deste país e pediu que a comunidade internacional "reconheça os direitos iranianos, se querem chegar a um entendimento".

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores do Irã, Mohamad Ali Hosseini, comentava assim as declarações de Bush durante a atual visita do presidente americano à Europa, nas quais afirmou que um Irã nuclear seria "perigoso" para a paz mundial.

Além disso, os EUA e a União Européia lançaram na terça-feira, após a cúpula da Eslovênia, uma nova advertência para aumentar o rigor das sanções ao Irã, devido a sua recusa em suspender o enriquecimento de urânio.

"A postura unilateral de Bush a respeito do direito legal do povo iraniano não muda nada a respeito da natureza pacífica das atividades nucleares do Irã", disse Hosseini, segundo a agência "Irna".

O porta-voz também qualificou de "irresponsáveis" as afirmações do presidente americano, e considerou que "fazem parte da política dos novos conservadores americanos que propagam mentiras e alegações infundadas" sobre o Irã.

Hosseini reiterou que os iranianos "não renunciarão a seus direitos" nucleares e pediu à comunidade internacional que "aceite esses direitos, se quiser chegar a um entendimento" sobre o caso aberto pelo programa atômico iraniano.

A declaração do porta-voz ocorre antes da visita que o alto representante para Política Externa e Segurança Comum da UE, Javier Solana, realizará no próximo fim de semana ao Irã, para apresentar um novo conjunto de incentivos às autoridades iranianas em troca da suspensão por Teerã do enriquecimento de urânio.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, minimizou ontem a importância das advertências européias e americanas, e disse que "os inimigos são incapazes" de agir para suspender o programa atômico que, disse, "continuará", e afirmou confiar em que a República Islâmica "sairá vitoriosa". EFE msh/an

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