paradoxais e injustificáveis - Mundo - iG" /

Teerã diz que novas sanções européias são paradoxais e injustificáveis

Teerã, 24 jun (EFE).- O Governo do Irã qualificou hoje as novas sanções impostas pela União Européia (UE) como paradoxais e injustificáveis, e advertiu que isso não fará com que Teerã renuncie a seu direito de ter acesso à tecnologia nuclear.

EFE |

O porta-voz oficial iraniano, Mohamad Ali Hosseini, considerou que "a adoção pela UE de uma resolução paradoxal e de uma política de dois pesos e duas medidas é algo que não faz sentido e é condenável", segundo a emissora de TV iraniana "Alalam".

A UE aprovou ontem novas sanções contra entidades e personalidades iranianas, entre elas o Banco Melli, principal instituição bancária do Irã, pela recusa da República Islâmica a suspender suas atividades nucleares, que o Ocidente suspeita que tenham fins militares.

Hosseini afirmou que a decisão do bloco é "injustificável", e lembrou que seu país ainda estuda o conjunto de incentivos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha (5+1) para solucionar a polêmica gerada pelo programa iraniano.

A proposta das seis grandes potências (EUA, Reino Unido, França, Rússia, e Alemanha) foi entregue aos iranianos no último dia 14 pelo chefe da diplomacia européia, Javier Solana.

Teerã tinha apresentado semanas antes sua própria proposta ao 5+1, e o Governo iraniano disse ontem que estava disposto a negociar os "pontos comuns" dos dois planos, mas insistiu em que não suspenderá o enriquecimento de urânio.

"Adotar esta política e ignorar os direitos legítimos dos iranianos não nos fará abandonar nossa caminhada em direção ao desenvolvimento tecnológico", disse Hosseini, que advertiu que a nova decisão "não ajuda a obter uma solução pela via diplomática".

"A UE deve respeitar os direitos de nosso povo, aplicar as cláusulas do Tratado de Não-Proliferação (de armas nucleares) e retornar à via pacífica conforme os pontos comuns nas duas propostas", acrescentou o porta-voz.

O Irã, que considera que o Tratado de Não-Proliferação lhe dá direito a desenvolver um programa atômico civil, rejeita as acusações de tentar fabricar a bomba atômica, por isso se opõe a suspender o enriquecimento de urânio, uma matéria de duplo uso, militar e civil. EFE fa/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG