Técnico de laboratório de Yale é detido novamente por morte de estudante

Washington, 17 set (EFE).- Raymond Clark, um técnico de laboratório da Universidade de Yale, que já foi detido e solto pela Polícia como suspeito do assassinato da estudante Annie Le, foi novamente detido hoje acusado da morte da jovem, anunciaram as autoridades.

EFE |

Clark, que tem 24 anos, é acusado de ser o autor da morte por estrangulamento da estudante, cujo cadáver foi encontrado no domingo passado atrás de uma parede, entre encanamentos e caixas, justamente no dia em que a jovem se casaria.

O detido, que apresentava arranhões no peito, que o transformaram em principal suspeito, já tinha sido detido pela Polícia na terça-feira. Mas o soltaram horas depois, porque, disseram, os exames de DNA realizados não o acusavam.

No entanto, sempre foi qualificado pela investigação como "pessoa de interesse".

Clark foi detido pela segunda vez em um hotel de estrada situado a cerca de 40 quilômetros da Universidade de Yale, em Connecticut.

Por enquanto, a Polícia não deu muitos detalhes sobre os motivos para esta segunda detenção.

Clark é o único suspeito, disse hoje, em entrevista coletiva, o chefe da Polícia de New Haven, James Lewis, que não informou um possível motivo do crime além do que denominou de "violência no posto de trabalho".

"É importante destacar que não estamos diante de um crime urbano, universitário ou doméstico, mas é um assassinato relacionado à violência no posto de trabalho, algo que está se transformando em uma crescente preocupação em nosso país", disse Lewis.

Os exames legistas determinaram ontem que Annie Le morreu estrangulada.

Tecnicamente, segundo os legistas, a causa da morte foi "asfixia traumática motivada pela compressão do pescoço", mas não foram dados detalhes da autópsia.

Annie Marie Le, de 24 anos e de origem asiática, desapareceu na terça-feira da semana passada e seu corpo foi encontrado no domingo, o mesmo em que se casaria com Jonathan Widawsky, estudante de pós-graduação da Universidade de Colúmbia.

Até agora, as autoridades entrevistaram mais de 100 pessoas que tiveram acesso ao edifício no domingo passado e coletaram também dezenas de amostras de cabelo e saliva de diferentes pessoas para fazer exames de DNA, mas só há este acusado. EFE mla/an

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