Taxa de suicídio entre militares dos EUA pode superar recorde de 2007

Washington, 4 set (EFE) - Os suicídios de soldados do Exército dos Estados Unidos podem bater este ano os 115 casos registrados em 2007, que é a maior taxa desde que o levantamento começou a ser feito, em 1980, informou hoje o Pentágono. Até 31 de agosto deste ano, 62 militares na ativa se mataram, enquanto outros 31 casos de possíveis suicídios estão sendo investigados, explicou hoje o coronel Eddie Stephens, subdiretor de Recursos Humanos do Pentágono. Trata-se de entre 13 e 15 casos a mais que no mesmo período de 2007. Estimamos uma média de 10 suicídios ao mês no Exército e se alguém faz o cálculo (...

EFE |

) isso me indica que, com quatro meses que faltam para acabar o ano, superaremos provavelmente os 115" casos, assinalou Stephens.

O secretário do Exército, Pete Geren, afirmou que os comandantes militares têm plena consciência de que as missões contínuas e repetidas provocaram maior estresse e ansiedade tanto nos soldados quanto em suas famílias, em referência ao Iraque, por exemplo.

Por isso, o Exército quer se assegurar de que todos os soldados e as famílias recebam tratamento e atendimento adequado se precisarem.

A fim de reduzir as altas taxas de suicídio, o Exército aumentou o número de psicólogos, outros especialistas em saúde mental e padres, e lançou um vídeo interativo para as tropas, explicou a brigadeiro-general Rhonda Cornum, ajudante do cirurgião-geral do Exército.

Adicionalmente, o Pentágono introduzirá, a partir de janeiro, um novo programa de formação porque observou que os soldados são treinados para reconhecer quando um companheiro tem um problema, mas não para reagir e resolvê-lo.

"Não há problemas simples e não há soluções singelas. Não há nenhum programa que tenha sido realmente efetivo na hora de prevenir suicídios... o êxito será a soma de uma quantidade de pequenos passos", afirmou Cornum. EFE cae/db

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