Taxa de desemprego recua em novembro nos EUA

A taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu para 10% em novembro, um pequeno recuo em relação aos 10,2% registrados pelo Departamento do Trabalho americano em outubro. O número foi divulgado nesta sexta-feira.

BBC Brasil |

Em novembro, os empregadores americanos cortaram o menor número de vagas de trabalho desde o início da recessão, em dezembro de 2007. No total, 11 mil vagas foram cortadas durante o mês, número bem menor do que o esperado pela maioria dos analistas.

Em outubro, 190 mil empregos foram perdidos e, para novembro, a previsão era de mais 130 mil empregos perdidos.

Segundo o Departamento de Trabalho americano, quatro setores criaram empregos: serviços profissionais e de negócios, educação e saúde, empregos temporários e empregos no governo.

No entanto, para uma economia do tamanho da economia dos Estados Unidos, a queda foi tão pequena que o Departamento de Trabalho descreveu a situação no país como "essencialmente sem mudanças".

De acordo com Andrew Walker, analista econômico da BBC, os novos dados do departamento se somam a outras indicações de que a economia americana começa a se recuperar.

Piores setores
Apesar de a taxa de desemprego americana ter registrado aumentos durante quase dois anos, o ritmo tem diminuído durante o ano de 2009.

No entanto, há ainda alguns setores que sofrem com perdas de vagas. O setor de construção ainda está sendo prejudicado, com a perda de 27 mil empregos durante novembro.

O setor industrial foi outra área atingida: o número de vagas caiu em 41 mil empregos entre outubro e novembro.

Os números do Departamento de Trabalho geraram reações mistas entre analistas do setor.

"O relatório sobre emprego dos Estados Unidos para novembro foi bom, de maneira surpreendente, mas acreditamos que seja apenas um breve desvio (da tendência de queda)", disse Jason Schenker, presidente da consultoria Prestige Economics.

"O pior ainda não passou, pelo menos não para o mercado de trabalho."
Outros, no entanto, afirmam que a taxa de desemprego divulgada nesta sexta-feira pode sinalizar uma mudança.

"Estes números são quase bons demais para ser verdade. Dito isso, eles são coerentes com o declínio semanal em pedidos iniciais de seguro desemprego", afirmou Tom Sowanick, do Omnivest Group.

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