A taxa de desemprego dos Estados Unidos apresentou uma queda inesperada, de 10% em dezembro para 9,7% em janeiro, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho americano. Com isso, o desemprego nos Estados Unidos atingiu seu nível mais baixo desde agosto - mesmo com uma diminuição de 20 mil vagas registrada no mesmo mês, revelada em um outro levantamento.

Muitos analistas esperavam que a taxa de desemprego americana ficasse em 10,1% e que cinco mil novos empregos fossem criados em janeiro.

Os setores de empregos temporários, produção e varejo foram os responsáveis pela criação de empregos. Por outro lado, de acordo com o departamento, os setores de construção, transporte e armazenagem registraram cortes de vagas.

O setor de produção criou 11 mil novos empregos em janeiro, o melhor desempenho desde abril de 2009. Já o setor varejista teve um aumento maior, 42,1 mil novos empregos, o maior aumento de vagas no setor de novembro de 2007.

Com exceção do mês de novembro de 2009, quando também foi observado um aumento surpreendente dos empregos no país, o corte de vagas em janeiro foi o mais baixo desde o início da recessão americana, no final de 2007.

Discurso
O Departamento do Trabalho americano calcula que mais de oito milhões de vagas de trabalho foram eliminadas no país durante a recessão.

A criação de empregos é uma das prioridades do governo do presidente Barack Obama para 2010.

Em seu primeiro discurso do Estado da União, no final de janeiro, Obama propôs "novas bases" para a economia americana.

"Empregos devem ser nossa prioridade número um em 2010", disse o presidente. "E é por isso que estou propondo a criação de uma nova lei de empregos."
Obama propôs que US$ 30 bilhões já devolvidos por grande bancos que receberam ajuda do governo no auge da crise sejam destinados a ajudar pequenos bancos a dar crédito às pequenas empresas e negócios.

O presidente também propôs créditos a pequenas empresas que contratarem novos funcionários ou aumentarem salários, além de incentivos para companhias que investirem em novas fábricas e equipamentos.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.