As enormes tartarugas-de-couro, atualmente em risco de extinção, fazem trajetos marítimos de até 7.000 km, durante três, ou quatro anos, para retornar às praias em que desovam, revelou um estudo de cientistas de Costa Rica e Estados Unidos.

A descoberta é produto de um estudo desenvolvido durante 14 anos pela equipe de pesquisadores, que colocou transmissores por satélite em 46 tartarugas fêmeas em praias do Pacífico Norte da Costa Rica.

Os quelônios chegam a desovar, entre outubro e março de cada ano, em três pontos do litoral costa-riquenho (Playa Grande, Playa Ventanas e Playa Langosta). Depois disso, iniciam uma viagem de 500 dias rumo às ilhas Galápagos (Equador), onde ficam por algum tempo, alimentando-se.

Posteriormente, iniciam uma viagem bastante dispersa por diferentes zonas da América do Sul, antes de empreender a viagem de volta às praias de origem para um novo período de desova.

"Esse estudo é de vital importância, em matéria de conservação, porque confirma a existência de um corredor marinho natural entre a Costa Rica e as ilhas Galápagos, e evidencia como as tartarugas-de-couro se movem pelo Pacífico", declarou o biólogo Rotney Piedra, um dos autores do estudo, ao jornal "La Nación".

O cientista comentou que, apesar dessas descobertas, ainda há muitas interrogações referentes ao comportamento desses animais, cuja população diminuiu em cerca de 90% nos últimos 20 anos, de acordo com estimativas dos especialistas.

As tartarugas-de-couro, ou gigantes, são a maior espécie marinha e chegam a pesar até meia tonelada.

Participaram do estudo especialistas de oito universidades, institutos e centros de pesquisa de Estados Unidos, Costa Rica e França.

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