Taro Aso: Impacto da crise financeira na economia real pede ação conjunta

Pequim, 25 out (EFE).- A cúpula do Encontro Ásia-Europa (Asem) que terminou hoje, em Pequim, discutiu o possível impacto da crise financeira internacional nas economias reais da União Européia e da Ásia, e revelou a necessidade de agir em conjunto, afirmou hoje o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso.

EFE |

"Em Washington, não devemos discutir só com vistas a médio, mas a longo prazo. Todos nós compartilhamos que é uma crise muito séria, a principal desde os anos 20, e o Japão compreende a UE e os EUA, embora ainda não esteja muito afetado", disse.

O primeiro-ministro do Japão disse ter concordado em Pequim com o presidente da China, Hu Jintao, na necessidade de acordo e cooperação em 15 de novembro na cúpula extraordinária que abordará a crise, a reforma das instituições financeiras e a estabilidade a longo prazo da economia mundial.

"Há muito que discutir. Os instrumentos financeiros são mundiais, mas a supervisão é por países e uma só autoridade não pode fazer isso. Cada país irá a Washington com suas idéias, mas o Japão dará as boas-vindas às que tiverem visão a médio e longo prazo, ou seja, sobre o sistema financeiro internacional", disse.

Segundo o primeiro-ministro do Japão, não há unanimidade entre os países sobre como abordar que se repita o problema dos produtos financeiros derivados ou das agências de classificação na origem da crise atual, devido à falta de transparência ou de supervisão suficiente pelos Governos.

"Alguns países acham que as regulações (futuras) devem ser fortes, enquanto outros acham que isso impediria a imaginação ou a criatividade", disse Aso.

O primeiro-ministro afirmou que, nas reuniões que manteve em Pequim, lembrou a experiência de seu país na crise dos anos 90, que o obrigou a adotar medidas firmes, como a introdução de liquidez no sistema ou um pacote de empréstimos.

"Então saímos sozinhos, mas, desta vez, a extensão da crise torna diferente e exige coordenação e políticas comuns", concluiu Aso. EFE pc/an

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