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Tâmeis pedem que ONU evite massacre de civis no Sri Lanka

Nações Unidas, 17 abr (EFE).- Milhares de imigrantes tâmeis reivindicaram hoje em frente à sede da ONU, que o organismo evite o massacre da população civil encurralada pelos combates entre o Exército do Sri Lanka e os rebeldes desta etnia no norte do país.

EFE |

Os manifestantes, procedentes de diversos pontos dos Estados Unidos e Canadá, pediram ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que imponha um cessar-fogo e proteja com tropas na chamada zona de segurança onde se encontram os 100 mil civis presos pelo conflito.

"ONU, salve os tâmeis!" e "Detenham o genocídio!" foram algumas das palavras de ordem que cantaram os manifestantes, que levavam cartazes e camisetas com as siglas da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

Também mostravam cartazes com fotos de vítimas civis cujas mortes atribuem à ofensiva lançada no ano passado pelo Exército cingalês, que conseguiu encurralar os separatistas em uma pequena região do noroeste do país.

"Nós tememos que, se a comunidade internacional não intervier, esta situação terminará em um massacre", disse à agência Efe um dos dirigentes da organização Tâmeis Contra o Genocídio, Elias Jeyarajah.

O dirigente tâmil elogiou a postura do atual presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador mexicano Claude Heller, que junto aos Estados Unidos e a outros países, está disposto a incluir a situação no Sri Lanka na agenda do principal órgão da ONU.

No entanto, China e Rússia respaldam a posição do Governo do Sri Lanka, de que sua luta contra a guerrilha tâmil é um conflito interno que não tem relação com a paz e a segurança internacional.

Ao mesmo tempo, Jeyarajah pôs em dúvida as afirmações de representantes da ONU e de organizações de direitos humanos de que os LTTE impedem a saída dos civis porque os utilizam como escudos humanos.

"Nós mantemos um contato direto com as pessoas ali e a situação não é tão clara. Muitos dos civis não querem deixar o local porque têm medo de que o Governo os confine em campos de prisioneiros", acrescentou.

Os LTTE fazem desde 1983 uma luta armada pela independência no norte e no leste do Sri Lanka, áreas de maior presença tâmil desta ilha no oceano Índico.

Desde o ano passado, porém, o Exército cingalês retomou o controle sobre as áreas que eram dominadas pelos separatistas.

EFE jju/jp

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