Talibãs seqüestram 25 policiais e soldados no norte do Paquistão

(atualiza com a versão do Exército e outros detalhes) Islamabad, 29 jul (EFE).- Pelo menos 25 policiais e soldados paquistaneses foram capturados hoje por fundamentalistas do vale de Swat, no norte do Paquistão, onde pelo menos sete pessoas morreram nos últimos dois dias em confrontos armados, apesar do acordo de paz em vigor.

EFE |

Em comunicado, o Exército paquistanês admitiu que 25 membros das forças de segurança foram "seqüestrados por homens que cercaram um posto policial em Duelai", onde estavam policiais e agentes da polícia fronteiriça.

"Em seguida, todo o pessoal do posto foi feito refém e levado para um local desconhecido", acrescentou a fonte.

Antes, um porta-voz do grupo Tehreek-i-Taliban, que age no vale de Swat, reivindicou à rede de televisão "Geo TV" o seqüestro de 30 soldados após tomar o controle do posto policial.

O seqüestro aconteceu em Kabal, onde vigora um toque de recolher.

De fato, no vale de Swat está em vigor um acordo de paz entre o Governo paquistanês e o grupo talibã, assinado em maio, o que não impediu ataques esporádicos.

Nesta segunda-feira, três soldados paquistaneses morreram em uma emboscada contra seu veículo em Runial, na região de Mata, vizinha a Kabal.

Outros dois morreram e 14 ficaram feridos em um ataque quando seguiam para Kotlai, na área de Kabal, para removerem um posto de controle em poder dos fundamentalistas.

As forças de segurança lançaram hoje uma operação de busca em Mata onde, segundo o Exército, detiveram seis talibãs e mataram outros dois.

Segundo a fonte, os dois detidos são colaboradores próximos ao líder fundamentalista Fazlullah, conhecido como "Maulana FM" por seus pronunciamentos transmitidos por rádio aos habitantes de Swat.

Os choques entre as forças de segurança e os talibãs paquistaneses são constantes no norte e no noroeste do país, sobretudo nas áreas tribais na fronteira com o Afeganistão.

O Governo paquistanês iniciou um processo de negociação com as tribos pashtuns para acabar com a onda de violência que tem atingido o país nos últimos 18 meses, mas com poucos resultados.

Os choques dos últimos dias coincidem com uma visita do primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, aos Estados Unidos, cuja Administração foi muito criticada pelas negociações com grupos fundamentalistas. EFE igb/wr/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG