Talibãs se unem a ameaças da Al Qaeda contra a Alemanha

Berlim, 25 set (EFE).- A milícia talibã se juntou às ameaças contra a Alemanha feitas pela rede terrorista Al Qaeda por meio de uma gravação na qual anunciam futuros atentados em território alemão.

EFE |

A Al Qaeda exigiu em vídeos divulgados nos últimos dias a retirada das tropas alemãs do Afeganistão.

Segundo a edição digital do semanário "Der Spiegel", no vídeo atribuído aos talibãs, aparece um miliciano identificado como "Ajjub" falando em alemão.

"Ajjub" adverte que a presença do Exército alemão no Afeganistão é um "convite" a agir contra a Alemanha.

O vídeo também mostra fotos do Portão de Brandeburgo, em Berlim; de estações ferroviárias; da popular Oktoberfest, a festa da cerveja em Munique; e de outros locais considerados como hipotéticos alvos de atentados.

Além disso, há na gravação imagens dos ministros do Interior alemão, Wolfgang Schauble, e da Defesa, Franz-Josef Jung.

Este é o sétimo vídeo desde o último dia 11 de setembro com ameaças concretas contra a Alemanha, aparentemente relacionadas aos ataques de 3 de setembro na cidade afegã de Kunduz, sob comando alemão, no qual cerca de 30 civis morreram.

Hoje, fontes do Ministério do Interior alemão confirmaram ter conhecimento da nova mensagem do líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, com ameaças sobre a Europa, e acrescentaram que estavam encarando o ocorrido "muito a sério".

A mensagem possui legendas em alemão e em inglês, segundo o "Der Spiegel", e nela Bin Laden exige a retirada das tropas europeias do Afeganistão.

Aparentemente, Bin Laden fala também sobre o ataque das forças alemãs em Kunduz.

As autoridades alemãs reforçaram nos últimos dias as medidas de segurança em aeroportos, estações de trem e outros locais públicos.

Três dos vídeos mostram o suposto membro da Al Qaeda Bekkay Harrach, alemão de origem marroquina, que convoca os muçulmanos de língua alemã a se unir à "guerra santa" e ameaça dar um "amargo despertar" à Alemanha após as eleições gerais de domingo caso o novo Governo não ordene a retirada de suas tropas do Afeganistão.

Além disso, Harrach orientava os muçulmanos residentes na Alemanha a se manterem "afastados dos espaços públicos" por até duas semanas depois das eleições.

As mensagens de Harrach provocaram reações tanto do Departamento de Estado americano como das autoridades do Reino Unido. Ambos os países pediram para que seus cidadãos na Alemanha tomem precauções extras em seu cotidiano. EFE gc/bba

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