Washington, 12 fev (EFE).- Dezenas de fuzis e outras armas correm o risco de terem sido roubadas no Afeganistão porque os militares americanos perderam seu controle, e parte desse armamento pode estar em poder dos Talibãs, informa o jornal The Washington Post.

O "Post" baseou-se no relatório que será apresentado hoje ao Congresso pelo Escritório de Controladoria (GAO, na sigla em inglês), uma agência do poder legislativo que prepara estudos a pedido dos deputados e senadores.

A auditoria do GAO determina que se perdeu a pista de mais de um terço das 242 mil armas leves doadas às forças afegãs pelos Estados Unidos, um arsenal que inclui milhares de fuzis AK-47, assim como morteiros, metralhadoras e lança-granadas.

Não há registros confiáveis que mostrem que ocorreu com outras 135 mil armas doadas por outros países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Os Estados Unidos invadiram o Afeganistão em outubro de 2001, e recentemente a operação militar estrangeira passou ao comando da Otan.

"Muitas das armas, fornecidas entre 2004 e 2008, ficaram em depósitos militares administrados por afegãos, nos quais há um grande histórico de deserções, roubos e sistemas de vigilância deficientes", acrescentou o jornal.

"Frequentemente os armazéns consistem em galpões com portas de madeira e um cadeado", sustenta.

Além disso, procedimentos contábeis básicos como o registro dos números de série das armas, foram omitidos, o que pôs o armamento, avaliado em milhões de dólares, "em grave risco de roubo ou perda", acrescenta o documento, citado pelo "Post". EFE jab/jp

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