Talibãs paquistaneses rompem negociações de paz com governo

O líder dos talibãs do Paquistão, Baitulah Mehsud, que teria relações com a Al-Qaeda, interrompeu as negociações de paz com o governo paquistanês, apesar de manter o cessar-fogo, anunciou à AFP o porta-voz dos rebeldes, o maulvi (dignatário mulçumano) Omar.

AFP |

Mehsud acusou o governo de "se negar a retirar suas tropas das zonas tribais", obrigando assim o grupo a "romper as negociações", disse Omar por telefone.

Baitulah Mehsud, poderoso líder tribal do noroeste do país, decidiu, contudo, manter o cessar-fogo decretado unilateralmente na última quarta-feira, mas prometeu responder a qualquer provocação do Exército, acrescentou o porta-voz do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP, Tehreek-e-Taliban Pakistan).

O líder talibã, vinculado a Al-Qaeda segundo Washington e Islamabad, é acusado pela justiça paquistanesa de ser responsável pela maioria dos atentados - quase sempre suicidas - que até o fim de março já causaram a morte de 1.100 pessoas em 15 meses, e em particular de ter organizado o que custou a vida da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto em 27 de dezembro.

O partido de Bhutto, que dirige o governo, implementou uma nova política de negociações com os fundamentalistas que combatem o Exército nas zonas fronteiriças com o Afeganistão.

Na última quarta-feira, Mehsud ordenou que seus combatentes cessem qualquer ataque, citando um iminente acordo de paz que incluiria a saída dos militares das zonas tribais.

"Os talibãs mantêm o cessar fogo, mas advertem que se o governo lançar qualquer ação seus combatentes responderão", afirmou o porta-voz.

Na quarta-feira passada, os Estados Unidos expressaram preocupação com um possível acordo de paz entre o governo do Paquistão e Baitulah Mehsud.

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