Os talibãs negaram neste sábado que líderes do grupo que luta para derrubar o governo afegão tenham se reunido comrepresentantes da ONU para discutir um acordo de paz no Afeganistão.

"O conselho do Emirado islâmico do Afeganistão nega com firmeza os rumores propagados por alguns meios internacionais relativos a uma reunião de Kai Eide e representantes seus: , afirma um comunicado dos talibãs.

Na quinta-feira, em Londres, à margem da conferência internacional sobre o Afeganistão, um representante da ONU afirmou que o chefe da missão da ONU no Afeganistão, Kai Eide, teria se reunido em janeiro com membros ativos dos talibãs em Dubai.

"Os talibãs apresentaram uma oferta a ele, informou a fonte que preferiu não ter o nome revelado, à margem da conferência de Londres sobre o Afeganistão.

"A informação foi transmitida ao governo afegão e a ONU espera que CAbul aproveite essa oportunidade", prosseguiu.

O funcionário não pôde dizer os nomes dos que participaram do encontro, mas precisou que foi realizado a pedido dos rebeldes.

Na conferência de quinta, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, conquistou o respaldo político e econômico da comunidade internacional a seu plano de reconciliação com os talibãs moderados - uma proposta que marcará "uma nova fase" em direção à "plena soberania" do país centro-asiático.

Os 70 países e organizações participantes acolheram com agrado o plano de Karzai de "oferecer um lugar honrável na sociedade a quem estiver disposto a renunciar à violência", segundo a declaração final, e prometeram mais de 140 milhões de dólares para financiar o primeiro ano.

Para apoiar seu plano, que busca reinserir os talibãs moderados que abandonarem suas armas, Karzai anunciou aos participantes reunidos na Lancaster House a criação de um "conselho nacional pela paz, reconciliação e reintegração".

Os participantes se comprometeram a criar um Fundo de Paz e Reintegração para financiar este plano, cujo custo está estimado em 500 milhões de dólares.

A comunidade internacional espera que este plano de reconciliação contribua para estabilizar o país, o que organizaria o caminho para uma retirada das forças estrangeiras mais de oito anos depois do início da intervenção.

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