Talibãs dizem ter assassinado polonês após fim do ultimato

Islamabad, 7 fev (EFE).- Os talibãs paquistaneses disseram hoje que assassinaram o engenheiro polonês Piotr Stanczak, que foi sequestrado há mais de quatro meses no noroeste do Paquistão, depois do fim do ultimado dado, na quarta-feira passada.

EFE |

Segundo fontes da insurgência, citadas pela imprensa paquistanesa, os extremistas tinham ameaçado há vários dias matar Stanczak se as autoridades não colocassem fim às operações militares que ocorrem no noroeste do Paquistão.

Além disso, os talibãs condicionaram a libertação do engenheiro a que as autoridades libertassem vários presos, entre eles Sheikh Omar, principal acusado do sequestro e assassinato do jornalista americano Daniel Pearl, em 2002.

Fontes do Ministério do Interior paquistanês, consultadas pela Agência Efe, não puderam confirmar a morte do engenheiro.

Stanczak, que trabalhava para a companhia polonesa Geofizyka Krakow, realizava prospecções no distrito de Attock, na Província da Fronteira Noroeste, quando foi sequestrado, em 28 de setembro do ano passado.

Na quinta-feira, um dia depois de terminar o ultimato, o Governo polonês garantiu que Stanczak ainda estava vivo e que os talibãs tinham ampliado o prazo, mas não precisou nenhuma data.

Pelo menos dois diplomatas, um iraniano e outro afegão, e um engenheiro chinês permanecem em paradeiro desconhecido, após terem sido sequestrados supostamente por grupos talibãs no ano passado.

EFE igb/an

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