CABUL - Os talibãs reivindicaram nesta sábado a autoria da ataque suicida que matou pelo menos dois soldados americanos e feriu outras 12 pessoas em frente à embaixada alemã e a uma base militar das tropas dos Estados Unidos em Cabul.

Reuters
Embaixada alemã foi atingida por atentado
Segundo um comunicado dos rebeldes, a explosão, provocada por um suicida que detonou a carga que levava em seu veículo, causou a morte de oito soldados alemães e vários danos à representação diplomática desse país.

Ainda de acordo com os talibãs, um de seus membros, identificado como Shams-ul-Rahman, cometeu o atentado a bordo de um Toyota Corolla, e entre as vítimas há vários diplomatas alemães.

De Berlim, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha confirmou os danos às suas instalações, mas negou a morte de funcionários de sua embaixada, alguns dos quais, segundo disse, ficaram feridos no ataque.

Antes, um comunicado do comando americano informou que a explosão aconteceu às 9h45 (3h15, Brasília), perto da base de Camp Eggers.

O porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Abdullah Fahim, confirmou à Agência Efe o número de mortos e elevou a 23 o de feridos.

"Este incidente só fortalecerá nossa resolução coletiva de perseguir com agressividade as redes do inimigo antes que possam ferir afegãos inocentes ou as forças da coalizão", disse o coronel Jerry O'Hara, porta-voz das tropas dos EUA, segundo a nota.

As forças de segurança isolaram a região do ataque e iniciaram uma investigação para esclarecer o ocorrido.

Em novembro, quatro pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas em um atentado suicida perto da embaixada americana em Cabul.

Pouco antes, em julho, 58 pessoas, entre elas dois diplomatas, morreram em uma explosão com carro-bomba em frente à embaixada da Índia no centro da capital afegã.

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