(atualiza número de mortos) Cabul, 17 jan (EFE).- Os talibãs reivindicaram hoje a autoria da ataque suicida que, além de matar pelo menos dois civis e um soldado americano, feriu mais de 20 pessoas, entre elas um civil e seis militares dos Estados Unidos, em frente à embaixada alemã e a uma base militar das tropas americanas em Cabul.

O chefe da Polícia da capital afegã, general Mohammed Ayub Salangi, disse em entrevista coletiva que dois civis morreram na explosão, segundo a agência local "PAN".

Segundo um comunicado dos rebeldes, a explosão, provocada por um suicida que detonou a carga que levava em seu veículo, causou a morte de oito soldados alemães e vários danos à representação diplomática desse país.

Ainda de acordo com os talibãs, um de seus membros, identificado como Shams-ul-Rahman, cometeu o atentado a bordo de um Toyota Corolla, e entre as vítimas há vários diplomatas alemães.

De Berlim, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha confirmou os danos às suas instalações, mas negou a morte de funcionários de sua embaixada, alguns dos quais, segundo disse, ficaram feridos no ataque, registrado às 9h45 (3h15 de Brasília).

O porta-voz do Ministério da Saúde afegão, Abdullah Fahim, confirmou à Agência Efe o número de mortos e elevou a 23 o de feridos.

"Este incidente só fortalecerá nossa resolução coletiva de perseguir com agressividade as redes do inimigo antes que possam ferir afegãos inocentes ou as forças da coalizão", disse o coronel Jerry O'Hara, porta-voz das tropas dos EUA, num comunicado do comando americano.

As forças de segurança isolaram a região do ataque e iniciaram uma investigação para esclarecer o ocorrido.

Em novembro, quatro pessoas morreram e outras 15 ficaram feridas em um atentado suicida perto da embaixada americana em Cabul.

Pouco antes, em julho, 58 pessoas, entre elas dois diplomatas, morreram em uma explosão com carro-bomba em frente à embaixada da Índia no centro da capital afegã. EFE lo/sc

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