Os talibãs paquistaneses ligados à Al-Qaeda acusaram nesta quinta-feira os Estados Unidos de terem atacado com mísseis zonas tribais do noroeste do Paquistão, com um saldo de 12 mortos, e prometeram vingar os mártires.

Fontes militares paquistanesas afirmaram à AFP que na noite de quarta-feira, ao que tudo indica dois mísseis foram disparados por aviões sem piloto contra o distrito de Bajaur, perto da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, destruindo duas casas.

O Exército americano é o único na regiã ocom aviões deste tipo.

O alvo do ataque era um suposto esconderijo de combatentes da Al-Qaeda e 12 deles morreram na ação, segundo as fontes paquistanesas.

No entanto, o porta-voz do Movimento dos Talibãs no Paquistão (TTP), o maulvi Omar, o ataque matou sete pessoas, incluindo três crianças.

Há mais de um mês o novo governo paquistanês tenta negociar um acordo de paz com o TTP, considerado ligado à Al-Qaeda, o que é muito criticado por Washington.

"Eram mísseis americanos que tentavam sabotar as negociações de paz", afirmou Omar, antes de acrescentar que nenhum líder talibã paquistanês morreu no ataque.

"Apesar do ataque, continuaremos com as negociações de paz com Islamabad. Porém, vingaremos nossos mártires como fizemos no passado", concluiu.

str-sz/fp

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