Cabul - Os talebans reivindicaram o atentado suicida deste sábado em frente ao quartel-general da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) em Cabul. Pelo menos três soldados e oito talebans morreram. Segundo o grupo, a embaixada dos Estados Unidos estava entre os alvos.

A explosão aconteceu Cabul, perto de uma base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na área das embaixadas estrangeiras na capital do Afeganistão. 

"Foi executado com uma caminhonete carregada com 500 quilos de explosivos", disse à "Agência Efe" por telefone Zabiullah Mujahid, um porta-voz dos insurgentes, sobre o ataque em frente à sede da Isaf, força comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Mujahid assegurou que o objetivo do suicida era atacar a Embaixada dos EUA no Afeganistão e o quartel-general da Isaf, ambas as instalações no bairro de Wazir Akbar Khan e submetidas a ferrenhas medidas de segurança.

A explosão, ensurdecedora, aconteceu às 8h30 (1h, Brasília) e deixou uma densa nuvem de fumaça que se elevou em torno da área da Embaixada Americana no Afeganistão e do quartel da Isaf, força comandada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

AP
Local atingido pelo atentado, no Afeganistão

De acordo com a fonte, o suicida detonou os explosivos de dentro de um carro que usou para chegar até os prédios, que contam com ferrenhas medidas de segurança.

As TVs locais exibiram imagens das equipes de bombeiros e dos serviços de resgate se esforçando para apagar o incêndio causado pela explosão, em meio a blocos de cimento e barreiras de segurança que protegem parte do bairro de Wazir Akbar Khan.

A maioria dos feridos, segundo o canal de TV "Tolo", é de trabalhadores afegãos que esperavam, como fazem todos os dias, para entrar no quartel-general da organização.

O Afeganistão realizará no próximo dia 20 eleições presidenciais, mas os insurgentes talibãs pediram aos eleitores um boicote ao pleito.

Cabul é vigiada por uma forte presença das tropas afegãs e da Polícia local, que cuidam da segurança dos edifícios governamentais e controlam o acesso às vias que levam às embaixadas estrangeiras.

Os afegãos

Cerca de 17 milhões de afegãos são esperadas para comparecer às 7 mil seções de votação, onde serão realizadas simultaneamente as eleições provinciais, sob proteção da polícia e de 300 mil soldados.

O presidente Hamid Karzai é favorito, mas a campanha agressiva do ex-ministro de Relações Exteriores, Abdullah Abdullah, pode levar a um segundo turno, de acordo com analistas.

Além da violência, muitos observadores apontam também o medo de fraudes, especialmente em áreas remotas do país.

Os rebeldes têm pedido o boicote das eleições, consideradas "uma farsa orquestrada pelos americanos".

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