Talebans paquistaneses reivindicam atentado que matou quatro pessoas

Os talebans do Paquistão reivindicaram a autoria do atentado com carro-bomba que matou quatro pessoas no noroeste do país nesta sexta-feira, mas alegaram que isto não significa o fim das negociações de paz com o o governo.

AFP |

"Os talebans executaram este atentado contra a polícia para vingar a morte de nosso comandante Hafiz Saeedul Haq em um enfrentamento com policiais há duas ou três semanas", afirmou à AFP o maulvi Omar, porta-voz do Movimento dos Talebans do Paquistão (TTP), de um local desconhecido.

"Porém, isto não quer dizer que abandonamos as negociações de paz com o governo", acrescentou, antes de afirmar que o movimento segue cumprindo seu "cessar-fogo".

Quatro pessoas morreram e 30 ficaram feridas na explosão de um carro-bomba junto a um posto policial do noroeste do Paquistão, após um mês sem atentados.

A violenta explosão ocorreu na cidade de Mardan, próxima às zonas tribais onde o Exército combate militantes islâmicos ligados à rede terrorista Al-Qaeda, disse Mohammad Akhtar Khan, um oficial da polícia.

Segundo Akhtar Khan, o carro-bomba destruiu o posto policial, várias lojas e um hotel, onde algumas pessoas ficaram presas nos escombros.

"Aparentemente, a bomba foi colocada em um carro estacionado entre o posto policial e o hotel", disse o oficial.

O ataque matou dois policiais e dois civis.

Este foi o primeiro atentado no Paquistão após a posse do novo governo, eleito nas legislativas de 18 de fevereiro e formado pela coalizão oposta ao presidente Pervez Musharraf.


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