Talebans negam que seu chefe militar tenha sido preso

Os talebans afegãos desmentiram nesta terça-feira informações divulgadas pelo jornal americano The New York Times, que afirmou que o número dois e responsável militar da organização, Abdul Ghani Bradar, foi detido na cidade paquistanesa de Karachi.

EFE |

"As informações da detenção do mulá Bradar são falsas e infundadas. Ele não está no Paquistão, está ocupado na jihad (guerra santa) no Afeganistão", assegurou um porta-voz do movimento insurgente, Muhammad Yousuf Ahmadi, citado pela agência "AIP".

Ahmadi qualificou a notícia como "propaganda dos Estados Unidos e de seus aliados para criar preocupação nas mentes dos talebans. No entanto essa propaganda não terá êxito".

Bradar, conhecido como mulá Bradar Akhund, é considerado o chefe militar da insurgência e "número dois" do movimento liderado pelo mulá Omar. Durante o regime taleban afegão (1996-2001), ocupou o cargo de vice-ministro da Defesa.

O "The New York Times", que cita fontes do Governo dos EUA, informou hoje que Bradar foi detido há poucos dias durante uma operação secreta dos serviços de inteligência paquistaneses e americanos.

De acordo com esta versão, o mulá permaneceu vários dias sob custódia no Paquistão, submetido a interrogatórios.

Se for confirmada, seráa prisão do membro mais importante dos talebans desde a invasão americana no Afeganistão há mais de oito anos.

No Paquistão, uma fonte dos serviços secretos ISI, consultada pela agência Efe, não confirmou a notícia da detenção de Bradar. "Não há comentários sobre o artigo", disse.

A notícia da detenção do mulá Bradar coincide com a grande ofensiva de forças afegãs e da Otan que começou no último sábado em um feudo taleban na província de Helmand.

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