Por Ralph Jennings TAIPEI (Reuters) - Os líderes de Taiwan, que foram criticados pela resposta dada à catástrofe causada por um tufão, que aparentemente matou centenas de pessoas, aceitaram ajuda estrangeira depois de recusar primeiramente as ofertas, afirmaram oficiais neste sábado, depois de o presidente se desculpar.

Tentando reparar sua imagem após o tufão Morakot ter causado extensos desmoronamentos no sul de Taiwan, o governo pediu na sexta-feira doações de equipamentos, disse um oficial do Ministério Exterior. As ofertas de ajuda foram inicialmente negadas, na terça-feira.

"Na nossa primeira mensagem, nós dissemos que não precisávamos de ajuda, somente de dinheiro," disse Joanne Ou, chefe da seção de publicidade do ministério. "Mas (na quinta-feira) o ministro pediu ao centro do desastre o que precisávamos. Nós pedimos a eles uma lista," completou.

O presidente de Taiwan Ma Ying-jeou, pressionado em relação à resposta dada ao estrago provocado pelo tufão, estimou na sexta-feira que o total de mortos pode ultrapassar 500. Muitos podem ter morrido em um massivo desmoronamento em um vilarejo de montanha. Sobreviventes e o principal partido de oposição acusam Ma de ter respondido muito devagar ao tufão que atingiu o país na semana passada, o pior na ilha desde 1959. O total oficial de mortos é de 123.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.