TAIPEI - Mais de 14 mil militares ajudam as equipes de resgate a encontrar sobreviventes do tufão Morakot em mais de 100 aldeias isoladas de Taiwan. As enchentes e deslizamentos causadas pelo tufão já deixaram 108 mortos e 62 desaparecidos no país.

Na montanha Ali, 12 aldeias com mais de 6.500 pessoas estão isoladas, e no distrito de Kaohsiung passam de mil os sobreviventes que precisam ser evacuados.


Militar participa de operação de resgate durante enchente / AP

"Estão há mais de três dias e três noites isolados na montanha Ali e tememos por sua segurança", disse à imprensa o vice-presidente do Conselho de Aborígines, Wang Jing-fá.

O número de sobreviventes localizados em aldeias isoladas cresce com o avanço das operações de resgate, apesar dos obstáculos pelo mau tempo que impera na região.

O "Morakot" passou por Taiwan entre 7 a 9 de agosto, causando as maiores inundações e deslizamentos de terra dos últimos 50 anos, sobretudo no sul da ilha.

Sobreviventes pressionam governo

O presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, foi muito pressionado por dezenas de sobreviventes do tufão Morakot durante uma visita ao sudeste do território nesta quinta-feira, onde o balanço de vítimas subiu a 108 mortos.

Dezenas de pessoas cercaram o presidente no condado de Tainan, onde pelo menos 23 pessoas morreram nas inundações provocadas pela passagem do tufão Morakot.

"O que o governo faz? É muito tarde, não podem ser salvos", afirmou um homem irritado.

* Com EFE e AFP

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