Taiwan prolonga por 2 meses detenção preventiva de ex-presidente

Chen Shui-bian e sua mulher, Wu Shu-chen, são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro

EFE |

Taipé - O Tribunal Superior de Taiwan prolongou a detenção preventiva do ex-presidente Chen Shui-bian, preso desde o dia 30 de dezembro de 2008, por corrupção e lavagem de dinheiro. Chen deverá permanecer em prisão pelo menos dois meses mais, de acordo com a decisão, nesta sexta-feira, dos mesmos juízes que, há uma semana, reduziram para 20 anos sua pena de prisão perpétua.

O ex-presidente e sua esposa, Wu Shu-chen, foram condenados em primeira instância à prisão perpétua em 2009, mas a sentença foi comutada no dia 11 de junho, em segunda instância, para apenas 20 anos. Os juízes taiuaneses pediram a Chen que remeta a Taiwan os US$ 23 milhões depositados em contas correntes no estrangeiro em nome de seus parentes.

O ex-presidente taiuanês já transferiu mais da metade dos fundos em contas correntes estrangeiras e assegura que está no processo de repatriar todos os fundos. O ex-presidente assegura que os fundos no estrangeiro procedem de contribuições políticas e que o uso de fundos oficiais com recibos falsos aconteceu porque estavam destinados à diplomacia secreta da ilha.

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